A incidência de violência no
Brasil é muito alta e nos deixa assustados, mesmo quando não esteja ocorrendo
qualquer ato violento. Somente pelo fato de existir grande possibilidade de
sermos vítima de alguma violência nos sentimos angustiados e com medo. Caso
noticiados diariamente e a todo o momento na mídia nos leva a acreditar que
podemos ser a próxima vítima. Sabemos que a polícia e as autoridades
responsáveis pela segurança pública estão propensos a nos oferecer segurança,
mas os fatos comprovam que não estão tendo êxito nessa empreitada.
Por exemplo, o maior estado do
país, São Paulo, tem um índice impressionante do tipo de crime mais grave que
possa existir: crime de morte. Após um período resultados muito bons no período
de 2001 a 2007, no qual o Estado conseguiu cortar a taxa de homicídios por 100
mil habitantes de 33,15 para 11,71. No entanto, nos primeiros sete meses de
2012, observa-se uma elevação de 5,9% dos casos de assassinato no âmbito
estadual e de 15,3% na cidade de São Paulo. Mesmo assim, pode-se dizer que
trata-se de um patamar considerável levando em comparação a média brasileira
que é de 25 assassinatos por 100 mil habitantes.
Na verdade, o Estado de São Paulo
está melhor do que alguns países emergentes como a Rússia que tem um índice de 16
assassinatos por 100 mil habitantes. Entretanto, quando se compara a outros
países, a diferença é grande. Por exemplo, nos Estados Unidos o índice de
assassinato é de 5 por cada cem mil habitantes e a média dos países europeus
fica abaixo de dois por cada cem mil habitantes. Quando se compara a média
brasileira, observamos o quanto precisamos melhorar o nosso sistema de
segurança com ações de todos os níveis e em todas as áreas que de uma forma ou
de outra possam afetar o nível de violência.
Os grandes centros urbanos,
principalmente com os casos de drogas ilícitas têm levado ao recrudescimento da
violência que em muitos casos resultam em assassinatos, com a perda do bem mais
valiosos que existe na terra: a vida. Desde os anos da década de 1970 até os anos
finais da década de 1990, houve um aumento de vários tipos de crimes em várias
regiões do país. Na verdade, no Brasil todo. Entre as causas principais que
levaram à proliferação de crimes no país, além do tráfico e usos de drogas
ilícitas, pode-se mencionar: a ineficiência e da corrupção policial, a
degradação penitenciária, as falhas da Justiça e o agravamento nas
desigualdades socioeconômicas, entre outros. Isso levou, entre muitos outros
malefícios para o nosso país, a um aumento na taxa de homicídios no grupo de
homens com idade de 15 a 29 anos de 19,3 casos para 56,4 para cada cem mil
habitantes.
Apesar de algumas estatísticas
apontarem para a melhora no nível de violência no país, existem muitos tipos de
violência que afetam as pessoas no seu cotidiano e a banalidade parece ser a
maior causa. Isso leva as pessoas a ficaram com mais medo porque elas sabem que
estão praticando violência sem um motivo aparente ou sem que se tenha culpa.
Medidas devem ser tomadas para que o grau de violência que os brasileiros estão
expostos seja diminuído de forma significativa e abrangente.
Ações como desarmamento, operações
sistemáticas da polícia, diminuição da menor idade penal para que os bandidos
menores de 18 anos sejam punidos exemplarmente, entre muitas outras medidas
devem ser tomadas e executadas com a máxima eficiência. Não adianta existir
todos as leis possíveis e imagináveis se não forem cumpridas. Não se admite que
menos de dois por cento dos crimes no Brasil tenham os seus responsáveis
punidos. Isso é o mesmo que abrir as portas para que a violência e a falta de
tranqüilidade nas pessoas imperem.










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