terça-feira, 3 de abril de 2012

É necessária a junção do Estado e do setor privado para o Brasil sair da crise fortalecido

No bojo do esfacelamento dos resultados das práticas conhecidas como neoliberais e a penosa situação por que estão passando vários países, a economia no momento não nos oferece uma perspectiva de abundância para a imensa maioria dos países e das pessoas. Ao contrário, exceto os chamados emergentes, mais precisamente o Brasil, a Índia, a Rússia, a China e mais alguns outros, a expectativa de crescimento razoável é muito baixa.  Até mesmo o Brasil, onde alguns setores estão patinando, a expectativa de apresentar taxas de crescimento consideradas boas são bastante remotas. Isso é a conta que estamos pagando por deixar que o mercado regulasse as suas próprias ações. Agora aprendemos que tem que haver regulação no setor privado, principalmente naquelas áreas mais sensíveis como o mercado financeiro e que a presença do Estado é fundamental.

A crise atual, que vem desde 2008, é a segunda maior nos últimos 100 anos, perdendo apenas para a que iniciou em 1929. O diferencial mais importante desta, além das pessoas saberem mais como resolver as crises econômicas do que naquele tempo e da existência de comunicação em altíssima velocidade que proporcionam milhões de transações simultâneas, é a possibilidade do surgimento de diversos polos de países desenvolvidos ou muito próximo disso. Por exemplo, na crise de 1929 existiam poucos países que exerceram ou que tinham capacidade de exercer essa fubnção. Atualmente existem vários países que podem sair dessa crise como protagonistas e líderes do processo de geração de riqueza e renda no mundo. Certamente o Brasil tem todas as condições para ser um fortíssimo candidato a uma dessas posições.

Para isso é necessário que o Estado seja um parceiro firme e sistemático do setor privado e este seja o apoiador e ajudante do Estado em suas ações de desenvolvimento e progresso econômico. Algumas ações tem que ser tomadas e praticadas com a máxima urgência para que o desenvolvimento e a riqueza apenas passe, mas não entre em nosso país. Em primeiro lugar, é necessário que as ações do governo sejam coordenadas e executadas visando o progresso do país e da sociedade como um todo, não apenas alguma área, mas todas. Nesse sentido, os programas governamentais devem ser executados de tal maneira que levem a resultados  que sejam o mais próximos do esperado. Em segundo lugar, investir pesado em formação profissional e construção de infraestrutura. Em terceiro lugar, é preciso alterar a estrutura tributária cobrando mais dos lucros, das rendas, aluguéis, juros, etc. e diminuindo os que incidem no salário. Em quarto lugar, os incentivos às exportações com política cambial que seja compatível com o aumento nas vendas ao exterior. E em quinto lugar, incentivar as áreas que estão tendo dificuldades, principalmente as pequenas e médias empresas.

A palavra chave é investimento, investimento em tecnologia, em novos meios de produção, em capital humano, em infraestrutura, enfim é dotar o setor produtivo de condições de produzir produtos e serviços de qualidade, a custos baixos e com alto valor agregado. É aqui que reside a competitividade. Felizmente o governo parece que está vendo a situação por essa ótica e tem apresentado ao setor privado algumas ações mencionadas acima que, se foram praticadas com o devido cuidado e com a eficiência necessária, poderá prover excelentes resultados para a nossa economia. Evidentemente que ainda faltam muitas coisas a serem feitas, mas com algumas medidas governamentais tomadas  em 03 de abril último pelo menos a indústria poderá ter um fôlego para trilhar o caminho de volta a ser um setor dinâmico, gerador de muitas riquezas, empregos, impostos e desenvolvimento para o Brasil e seu povo.

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