quarta-feira, 31 de março de 2010

Democracia, governo, capitalismo e liberdade


Democracia, governo, capitalismo e liberdade são conceitos que não podem está ausente em uma sociedade moderna e que queira está direcionada para o progresso e o desenvolvimento. Na democracia, a população decide o seu destino por meio do voto. O governo gerencia e coordena os aspectos mais relevantes da sociedade, atuando em termos de ordenamento do funcionamento social, econômico, político, legal e outros demandados por uma sociedade moderna. O capitalismo deve ser respeitado por ser uma forma de se gerar riquezas para a sociedade. A liberdade é sempre realçada porque é um estágio em que as pessoas exercem as suas próprias vontades. Qual desses é o mais relevante? Uma sociedade moderna pode existir sem governo? O capitalismo deve ser reformulado? Como deve ser a liberdade?


A pesar de existir algumas pessoas que dizem sentir saudade da época da ditadura dos militares, a verdade é que o regime democrático é o mais aperfeiçoado e o que mais utilidade traz para a população em geral. A democracia sempre foi, é e será o regime superior a qualquer outro que já passou pela humanidade ou que ainda há de ser inventada. A democracia em sua concepção total deve ser buscada sempre. Entretanto, infelizmente, no Brasil ainda estamos longe de vivermos em uma democracia digna desse nome. Vivemos em um país que caminha a passos largos na direção de uma democracia. Entretanto, ainda muitos setores estão aleijados de chegar ao poder por lhe faltar recursos de toda natureza. Não se pode dizer que isso se caracterize como uma democracia plena. Que dizer, ainda não vivemos em um país plenamente democrático.


O governo é essencial. A vida de uma sociedade está entrelaçada com a presença do governo. O governo além de cuidar da segurança interna, da justiça, das forças armadas ainda tem que cuidar das desigualdades pessoal e regional de renda. Tem que proteger os mais fracos, tem que oferecer oportunidades aos que não conseguem obter pelo modo competitivo porque lhes faltou preparação, então o governo tem que preparar essas pessoas de forma adequada para que possa competir de igual para igual com quem utilizou recursos adquiridos anteriormente. O governo tem que oferecer serviços de educação, saúde, saneamento básico, moradia para as pessoas que não possuem recursos suficientes para tais aquisições. Além disso, o governo é fundamental para compensar as falhas do capitalismo porque este não é suficiente para debelar as crises. Ao contrário, historicamente as crises surgiram em razão da disfunção no funcionamento de algumas peças do capitalismo. O governo é, portanto, essencial para a sociedade.


A liberdade deve ser exercida plenamente, entretanto, ela deve ser limitada se o seu exercício prejudica alguém ou a um grupo de pessoas. Se a liberdade que as pessoas possuem pode prejudicar a elas próprias ou a terceiros, é evidente que deve ser coibida. Se um determinado medicamento, por exemplo, tomado em excesso pode prejudicar seriamente a saúde de uma pessoa, então esse medicamento não pode ser vendido como se vende produtos alimentícios. As pessoas não podem ter liberdade para exercerem atividade econômica que levem as outras pessoas a ficarem prejudicadas como é caso, por exemplo, de produzir pipas com fita cortante ou promover prostituição infantil ou muitas outras atividades que são totalmente inadequadas para a sociedade. A liberdade deve ser exercida com responsabilidade de modo que não gere prejuízo para ninguém.


Não se pode dizer qual é o mais relevante, mas todos eles se complementam e devem existir juntos para formar uma sociedade que consiga extrair de sua existência o máximo de utilidade e de bem estar. Na verdade, a democracia deve ser implantada no capitalismo para que este possa ser mais relevante e importante para a sociedade. Para isso, a atuação do governo é fundamental. Por meio de elaboração de leis, normas, formação profissional e de empreendedorismo, deixando o sistema crédito mais acessível para os menores em termos econômicos e mais uma série de outras medidas, o governo pode entregar o passa porte a muitas pessoas pobres para o mundo do capitalismo. Isso pode levar o capitalismo a ter um outro aspecto bem diferente do que se conhece atualmente. O homem comum podendo ser um capitalista. Isso é o que se pode ter a democracia no capitalismo com a existência da liberdade de investir, produzir e gerar lucro com todo o respaldo e a ajuda do governo.

sábado, 27 de março de 2010

A Lei de Responsabilidade Fiscal deve ser respeitada


Os agentes públicos são constantemente cobrados pela sociedade pelos seus atos, que muitas vezes vão contra os princípios legais, morais e da eficiência. Para que possam ficar livres sem nenhuma ameaça mais forte do ponto de vista legal, tentam emplacar leis que sejam benevolentes com eles próprios. Algumas leis muito interessantes até que passam pelo crivo das autoridades legislativas e executivas, mas logo são contestadas por todos aqueles que se sentem ameaçados nas suas práticas. Desde a implantação do Real, algumas boas leis foram aprovadas e resultaram em ajuda na gestão pública e, principalmente, nas finanças do setor público brasileiro.


Dentre as várias leis aprovadas desde então, está a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que, juntamente com outras leis da mesma natureza, constituiu em um marco na moralidade na administração pública nas três esferas de poder. A LRF é a denominação da Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000. Essa lei, entre muitas outras coisas, estabeleceu que o aumento dos gastos deve está diretamente amarrado ao aumento das receitas, não deve incorrer em déficit por um tempo razoável. O gestor que sai não pode deixar dívidas ou gastos contraídos nos últimos oito meses da gestão para ser pagos pelo gestor que entra sem que exista um fluxo de caixa descrevendo explicitamente a fonte de recursos que também deve ser originada da gestão anterior. Ou seja, o gestor poderá deixar dívidas e compromissos a serem saldados para a próxima gestão, desde que deixe dinheiro no caixa suficiente. Não estão inseridas aqui aquelas despesas consideradas irrelevantes, que para as empresas públicas são aquelas compras que não ultrapassam R$ 4.000,00.


A LRF estabelece também uma série de restrições aos vários tipos de gastos, principalmente os relacionados com pessoal. Essa lei impede que novos planos de investimentos ou custeio sejam implantados sem que planos da mesma natureza implantados anteriormente sejam concluídos. Apesar de que leis como a Lei das Licitações (Lei 8666/93) e as leis aprovadas posteriormente como a lei do Pregão e a do Pregão Eletrônico sejam bastante eficientes, mas com relação aos preços pagos pelas compras de materiais e serviços pelo setor público. A LRF as complementa cobrindo o vácuo que essas leis não cobrem, mesmo porque essas leis possuem como objetivo proporcionar ao setor público a máxima eficiência em suas compras. Evidentemente que podem haver crimes nas compras do setor público, mas aí tem que haver participação direta ou indireta de agente público e privado ou somente de agente privado. Entretanto, aí tem um crime cujos culpados devem ser exemplarmente punidos.


Mesmo com toda essa demonstração de importância para a moralidade e eficiência nos gastos públicos, constantemente existem pessoas tentando modificar tanto a LRF quanto a Lei das Licitações, sempre tentando deixar o gestor público mais livre para agir conforme o próprio entendimento. Deve haver mais leis que exijam de todos os gestores públicos observância dos bons princípios pautados na ética, eficiência, moralidade, eficácia e de respeito para com a sociedade. Não o contrário. Deve haver uma correspondência bastante forte entre o que o povo necessita e o que os gestores públicos oferecem. Estes últimos devem ter como principio básico servir ao público da melhor forma possível, com menor custo possível e com a máxima utilidade para os seus destinatários. Quando as pessoas púbicas trabalham com o único objetivo de servir bem a sociedade, as leis por mais severas que sejam são cumpridas de forma natural.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Respeito de todos para todos


Respeito, respeitar e ser respeitado é uma regra de que deveria ser seguida por todas as pessoas e por todas as empresas. A empresas públicas e privadas deveriam ter como objetivo principal respeitar os seus clientes, a sociedade, o meio ambiente, etc. As pessoas deveriam ter como uma de suas principais obrigações respeitar o seu semelhante. Tanto nas atividade profissionais quanto nas relações pessoais o respeito deveria está presente. O mesmo se aplica para as pessoas públicas. Todos os eleitos e as eleitas deveriam ter o cidadão com seu fiador, como seu patrão, deveriam respeitá-lo. Será que o respeito está presente em todas as relações humanas? Qual o nível de respeito que as empresas tem com relação aos seus clientes e à sociedade? As pessoas respeitam os seus semelhantes?

Na nossa sociedade, onde cada um quer ser maior e melhor do que o outro, o desrespeito é quase que uma regra. Infelizmente, em todas as partes, em todos os lugares, em todos os níveis sociais e econômicos encontramos vestígio de desrespeito. Muitas empresas, que dizem trabalhar para o cliente, na verdade, elas trabalham em busca do lucro a baixo custo. Nessa equação, muitas vezes o cliente (consumidor) quase nunca leva vantagem. Empresas de todas as atividades de nossa economia tratam as pessoas com desrespeito e muitas vezes com descriminação e humilhação. Empresas como os bancos, telefônicas, fornecedores de água e energia são as campeãs de abusar da boa vontade das pessoas. Pesquisas realizadas pelo Instituto de Defesa do Cosumidor (Idec) constatou que os bancos comentem diversos tipos de desrespeito aos seus clientes. Cerca de 50% das ações e operações realizadas por essas instituições caracterizam-se como de desrespeito ao cliente. Isso pode até ser mais alto se o cliente for uma pessoa simples sem muitas instruções.

O desespeito não é previlégio apenas das empresas, mas também ocorre com as pessoas nas suas relações privadas e inter-pessoal. As próprias pessoas como representantes da sociedade, como intregantes do mundo particular, comentem inúmeras ações de desrespeito, huminhação, desprezo e outros tipos de comportamento totalmente inadequados perante outra pessoa. Isso pode ser explicado pelo fato da existência do egoísmo, ganância, inveja e tantas outras desqualificações que caracterizam um comportamento desprezível. Explica, mas, evidentemente, não justifica. A sociedade deve refletir bastante sobre a questão das pessoas passarem a respeitar mais as outras pessoas. Todos deviam ter um comportamento que fosse pautado pela ética em todas as relações. Ninguém pode infrigir regras pré-estabelecidas que existem para que outras pessoas tenham o direito de não sofrer nenhum tipo de efeito negativo em ações de outras pessoas.

Quanto às pessoas públicas, incluem também as pessoas que trabalham no serviço público sem terem sido eleitas como os funcionários públicos, juizes, policiais, etc., deveriam ter como primeira lição apreder e a por em prática o respeito a todas as pessoas. Entretanto, as experiências nos tem mostrado que não é exatamente isso que ocorre na prática. O cidadão é cotidianamente desrespeitado, seja diretamente ou indiretamente, quando se tem notícia de corrupção. São incontáveis as vezes em que políciais (representante do poder público) humilham as pessoas, principalmente os mais pobres e moradores de periferias. Muitas e muitas vezes as pessoas são tratadas de forma totalmente inadequadas nos postos de saúde, hospitais e outros tipos de Unidade de saúde. A educação de faz de conta que muitos municípios e estados oferecem para a sua população caracteriza-se como um verdadeiro roubo. Enfim, o poder público é uma fábrica de humilhação e desrespeito às pessoas, principalmente se tratar de pessoas pobres.

Vamos todos, unidos, lutar contra esse mundo de humilhações e desrespeito às pessoas. Ninguém deve e nem pode ser desrespeitado. A pessoa não pode ser desrespeitada somente porque é mulher ou porque é pobre ou porque é negra ou porque tem uma orientação sexual diferente ou porque pensa diferente ou porque é mais baixa, mais magra, mais gorda. Enfim, descriminar, humilhar, faltar com o respeito devem ficar totalmente fora em todos os momentos da vida de qualquer pessoa. As empresas devem respeitar os seus clientes e tudo que a cerca, devem fazer o máximo possível para que somente ocorra o melhor para todos. O mesmo aplica-se para os agentes púclicos, os eleitos e os não eleitos. Todos merecem o respeito de todos.

sábado, 20 de março de 2010

Sustentabilidade: Deve interessar a todos


A palavra sustentabilidade entrou na moda há alguns anos e muitas pessoas passaram a utilizar indiscriminadamente. Muitas empresas também entraram na moda, entretanto não tinham muita noção do motivo pelo qual estava praticando ações que tinham conotação de ajudar a natureza e o meio ambiente em geral. O que consiste a sustentabilidade? É somente cuidar da preservação do meio ambiente? O que as empresas já fazem e devem fazer para preservar o meio ambiente? O que as pessoas podem fazer para deixar o mundo muito melhor agora e no futuro?


A conotação por trás de sustentabilidade é muito mais ampla do que simplesmente a preservação do meio ambiente. Ela também está relacionada com menores custos de vida para as famílias, melhor padrão de vida das pessoas e com técnicas de produção mais eficientes e menos custosas. Felizmente, atualmente, muitas empresas, órgãos públicos e privados, diversas instituições e a sociedade em geral tomaram consciência da importância de se praticar ações que levem à sustentabilidade. Existem vários exemplos que nos levam a acreditar que a grande maioria dos brasileiros, sejam pessoas físicas ou jurídicas, tem uma preocupação real com a sustentação do nosso país, cidade, estado ou do planeta tanto em termos especificamente do meio ambiente, como também do ponto de vista social, econômico, moral, ético e de respeito. Esse é o verdadeiro sentido do termo sustentabilidade.


Muitas empresas dos mais diversos ramos de atividade, nos últimos anos, passaram a praticar ações que levam a melhora de vida das pessoas em geral. São empresas que intervêm diretamente na comunidade, por exemplo, ofertando serviços de creches, escolas, bibliotecas, atividades recreativas para a comunidade e muitas outras atividades que deixam a vida das pessoas de comunidades pobres muito melhor. Muitas empresas tentam melhorar o padrão de vida de municípios ou bairros carentes oferecendo cursos profissionalizantes, incentivando o empreendedorismo e dando assistência aos moradores em muitas outras áreas em que o poder público, por diversos motivos, falha com a comunidade como, por exemplo, a construção de praças, jardins e pomares.


Além dessas ações, muitas empresas investem em produção muito menos agressivos ao meio ambiente, com a utilização de tecnologia muito menos poluidora. Como exemplos podem ser citados os supermercados que estão substituindo as sacolas plásticas por outras embalagens muito menos prejudiciais ao meio ambiente. Muitas empresas de bebidas estão substituindo as suas garrafas atuais por outras que possuem muito menos tempo de degradação no ambiente. A indústria automobilística cada vez mais pesquisando novas tecnologias que façam com que os veículos poluam cada vez menos. Enfim, as empresas estão fortemente preocupadas com as conseqüências de suas atividades com a vida de todas as pessoas no presente e no futuro. Essa preocupação não existia até os anos 1980.


Se essa preocupação existisse desde há muito tempo, certamente os dois maiores rios que cortam a Grande São Paulo, os rios Tietê e Pinheiros, não seriam o que são hoje: dois grande esgoto a céu aberto. Esses dois rios, que nas primeiras décadas do século passado era local de lazer, pescarias, banhos e transporte transformou-se para algo totalmente sem vida e exalante de um odor insuportável. Isso foi causado pelas ações das pessoas e empresas que não tiveram nenhuma preocupação com o futuro dos dois rios e também da ausência do poder público que permitiu que esgotos das casas, prédios e empresas fossem jogados dentro dos leitos dos dois rios e de seus afluentes. Os problemas com rios poluídos estão presentes em muitas outras regiões de nosso país.


A sustentação da vida onde o bem estar de todos seja considerado adequado deve ser responsabilidade todas as pessoas. É preciso que todos tenham em mente que todos nós somos responsáveis pelas vidas existentes daqui uns 30, 40, 50 ou 100 anos e como essas vidas serão vividas. É preciso também que as pessoas tenham prazer em ver outras pessoas felizes, não o contrário. O egoísmo deve ser deixado de lado e o “querer levar vantagem em tudo” deve ser rejeitado e desprezado. Ter respeito ao próximo é o caminho mais curto e mais eficaz para se praticar atos de sustentabilidade. A luta pela defesa do meio ambiente passa também pela luta de defesa da vida das pessoas, são ações que possuem relações mútuas. Todos nós devemos preservar os rios, florestas, não poluir o ar, mas também devemos ajudar a oferecer meios para que as vidas pessoas se tornem melhores.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Os tributos que os brasileiros pagaram em 2009


É muito difícil encontrar alguma pessoa que sinta prazer em pagar tributos no Brasil, a grande maioria paga porque é uma obrigação. O nível da carga tributária em nosso país é bastante alto, ninguém contesta isso, mas existem as necessidades da população que deve ser atendida pelo governo por meio dos recursos arrecadados dos brasileiros das mais diversas formas. Existem muitos tipos de tributos que são cobrados das pessoas físicas e jurídicas que compõem o valor que o governo nas suas três esferas (federal, estadual e municipal) tem para fazer frente a todos os seus compromissos. Qual o valor total da nossa carga tributária? Quais são os principais impostos no Brasil? A carga tributária no Brasil cresceu muito nos últimos anos?


O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), utilizando dados do IBGE e de metodologia que é aceita mundialmente estimou a carga tributária no Brasil nos últimos anos. Segundo essa estimativa do IPEA, a carga tributária no Brasil em 2009 foi de 34,28% do PIB. No ano de 2002, por exemplo, a nossa carga tributária era de 32,47% do PIB, mostrando que nos últimos oito anos a carga tributária cresceu 1,81 ponto percentual do PIB. Mais da metade de tudo que se arrecada em tributos no Brasil vai para o governo federal. Para a esfera federal foram 22,96% do PIB de impostos e para os governos estaduais e prefeituras foram 11,32% de todos os impostos do Brasil. Em termos de valores, no ano de 2009 o governo federal arrecadou R$ 721,55 bilhões e os governos estaduais e as prefeituras arrecadaram R$ 355,76 bilhões. É muito dinheiro que poderia ser muito melhor utilizado em proveito da população do que, de fato, é.


No ano de 2009, os principais impostos em termos de PIB foram os seguintes: FGTS e INSS (7,5%), ICMS (7,36%), IR pessoas físicas e jurídicas (5,55%), Cofins e PIS/PASEP (4,67%), CSLL (1,37%), IPI (0,88%), ISS (0,83%), Previdência Pública (0,65%) e IPVA (0,64%). Observa-se que tirando o ICMS, a grande maioria dos principais tributos é do governo federal. É evidente que uma parte significativa é repartida com os estados e municípios, mas com critérios definidos pela instância federal. O R$ 1.047 trilhão que foi arrecado é, assim, em grande parte, distribuído para o atendimento das demandas da população de acordo com o entendimento do governo federal. Por isso, a razão da grande importância que o governo tem em relação às outras instâncias.


O fato de cada R$ 100,00 ganhos no Brasil R$ 34,47 serem entregues ao governo pode trazer um certo constrangimento ou mesmo uma revolta, tendo em vista que muitos dos serviços públicos oferecidos à população se caracterizarem como de péssima qualidade. Certamente, existe alguma coisa que faz com que tanto dinheiro não volte ao povo com um serviço de qualidade que se possa qualificar de razoável. Uma das explicações mais visíveis para essa inconsistência de arrecadação de muitos recursos e péssimos serviços é que cerca de 20% de todos os tributos pagos no Brasil vão para pagar os juros da dívida pública e para cobrir o déficit previdenciário. É claro que eventualmente podem existir alguns problemas de gestão do governo em outras áreas, e sabemos que existem, mas os problemas relacionados com a previdência e a dívida pública são, de longe, os mais significativos. É preciso que ações no sentido de diminuir os gastos astronômicos com essas duas áreas sejam realizadas sob pena de ficarmos eternamente arrecadando uma enormidade de dinheiro sem a contrapartida de bons serviços para o nosso povo.

sábado, 13 de março de 2010

Os números da economia brasileira em 2009


A economia é fundamental para definir o bem estar das pessoas, para gerar renda e emprego, para elevar o progresso das pessoas, das empresas e dos países. Enfim, a economia deve ser levada em conta em muitos aspectos das vidas das pessoas e das instituições porque é a essência da geração de recursos necessários para a continuidade da vida de todos com a mesma aparência que conhecemos atualmente. As vidas das pessoas sem as empresas, bancos, governos e outras instituições beirariam ao barbarismo. Todas as pessoas fazem as contas no final do mês ou do ano de quanto ganharam e muitas vezes fazem comparação com o ano anterior para verificar se ganharam mais ou ganharam menos. O mesmo ocorre com as empresas, governos, instituições em geral e países.


Como faz sempre, nos últimos dias Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os números da economia brasileira referentes ao ano de 2009. Apesar dos esforços de muitas pessoas, a nossa economia não logrou fechar as contas no azul, muito embora para os padrões verificados na média dos outros países pareceu ser um ótimo resultado. O crescimento da economia brasileira em 2009 foi de -0,2%. Esse resultado foi proporcionado pela queda de 5,2% na agropecuária e 5,5% na indústria. Embora o setor de serviços tenha crescido 2,6% no ano passado. O valor total do PIB brasileiro foi de R$ 3,143 trilhões.


No setor industrial, as maiores quedas foram na indústria de transformação que caiu 7,0% e na construção civil que caiu 6,3%. No setor agropecuário, as maiores quedas foram na produção de trigo que caiu 16,0%, milho com queda de 13,5% e café com queda de 12,8%. No setor de serviços, que foi o setor que se saiu melhor na economia brasileira em 2009. Teve-se aumento de 6,5% nos serviços de intermediações financeiras, 5,1% em outros serviços, 4,9% em serviços de informação e 3,2% em serviços públicos.


A economia brasileira fechou o ano de 2009, pela ótica do valor adicionado, com os seguintes números: Agropecuária adicionou R$ 163,943 bilhões 5,22% do PIB), a indústria R$ 686,445 bilhões (21,84% do PIB), os serviços adicionaram R$ 1,852 trilhão à economia brasileira (58,91% do PIB) e os impostos sobre o produto adicionaram R$ 440,914 bilhões (14,03% do PIB). Pelo lado da demanda, no ano de 2009 a economia brasileira teve R$ 1,972 trilhão em consumo das famílias (62,8% do PIB), R$ 654 bilhões de consumo das administrações públicas (20,8% do PIB), os investimentos em formação bruta de capital e formação de estoques foi de R$ 518,95 bilhões (16,5% do PIB) e exportação menos importação de bens e serviços foi de -6,271 bilhões (-0,2% do PIB).


Os números da economia brasileira deveriam ter sido muito melhores se o setor privado tivesse cumprido a sua parte realizando investimentos e não demitindo funcionários. Os investimentos caíram 9,9% em comparação com o ano de 2008, enquanto que o consumo das famílias cresceu 4,1% e o do governo teve um aumento de 3,7%. Quando o crédito começou a ficar escasso as empresas pararam com os investimentos e passaram a produzir menos e a utilizar os estoques. Essas duas ações atuaram simultaneamente para diminuir o PIB. O ano de 2009 foi duro para alguns setores e bom para outros. Faltou a confiança das empresas no poder de recuperação do nosso país e também mais ousadia do governo. O que ele fez foi pouco, deveria ter feito mais. Entretanto, graças ao governo e à população, que continuou a consumir, que o nosso país não teve números muito piores no ano de 2009.

sábado, 6 de março de 2010

Educação é uma excelente opção de investimento


Muito se ouve falar e se ler que o Brasil deve investir pesadamente em educação, que o desenvolvimento de nosso país passa primeiro por ter um povo fortemente educado e muitas outras afirmações do tipo. A educação passou a ser o mote do discurso da imensa maioria das pessoas que debatem o desenvolvimento e o progresso brasileiro. Em que grau o nível de educação da população é relevante para elevar o desenvolvimento de um determinado país? O povo brasileiro tem um nível de educação elevado? É, realmente, importante o governo investir fortemente em educação? É importante as pessoas investirem seus recursos em educação e formação profissional?


Existem muitos exemplos de pessoas que conseguiram vencer na vida sem praticamente não terem estudado ou estudado muito pouco. Entretanto, essas são exceções que não devem ser levadas em conta no momento de se decidir em estudar ou não estudar. A educação e a formação profissional foram, são e sempre serão os meios pelos quais as pessoas podem encontrar o sucesso profissional e pessoal. Evidentemente que educação deve está aliada a outros fatores porque a educação sozinha pode não produzir os resultados desejados. Fatores como determinação pessoal, infra-estrutura, tecnologia e outros meios são fundamentais para que a educação torne-se a ferramenta de promoção da transformação da vida das pessoas e da nação.


Dois pesquisadores, Samuel Pessoa e Fernando de Holanda Barbosa Filho, da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro recentemente publicaram um trabalho onde tratam exatamente do retorno sobre a educação dos brasileiros. Segundo esse trabalho, apesar de haver muito esforços do poder público no sentido de elevar os gastos com educação ainda existe uma grande escassez de mão de obra qualificada, o que é evidenciado pelo alto nível de retorno que as pessoas obtêm ao investir em formação educacional. A taxa de retorno, o quanto se obtém de aumento no rendimento anual por cada R$ 100,00 gastos em educação, está em mais de 14%. Ou seja, mesmo considerando todos os gastos com as mensalidades escolares ou os gastos do governo com educação (se for pública), locomoção, alimentação, tempo, os rendimentos perdidos por não poder trabalhar enquanto está trabalhando (o custo de oportunidade), etc. ainda assim é muito vantajoso do ponto de visto de ganhos pecuniários para as pessoas, e consequentemente para o país, investir em educação.


Perceptivamente, pode-se observar que existem muitas coisas a serem feitas em nosso país para que possa ter uma possibilidade de sustentar níveis de crescimento de sua economia sem apresentar qualquer tipo de gargalo. Investir em rodovias, ferrovias, geração e fornecimento de energia e em áreas sociais como saneamento, moradia, saúde, alimentação são extremamente importantes e devem ser implementadas com toda força, eficiência e seriedade. Entretanto, a educação é o meio pelo qual que aliada às novas tecnologias pode elevar significativamente a produtividade das pessoas. Como várias pesquisas já mostraram, o nível de formação de nosso povo está muito aquém dos apresentados por diversos países com economia compatível com a nossa, o que eleva ainda mais a responsabilidade de quem quer que nosso país tenha sucesso na economia mundial. A educação deve ser uma das preocupações para quem vislumbra ter uma vida melhor. Se a pessoa não pode ser contemplada com a educação fornecida pelo governo é bastante conveniente que a adquira por meio do setor privado que lhe será muito vantajoso e lhe proporcionará um grande retorno em termos de ganhos financeiros.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pessoas que vivem ao relento merecem ajuda de todos


A moradia é fundamental para toda e qualquer pessoa viver uma vida com dignidade. É o mínimo que qualquer ser humano deve usufruir para se ter um mínimo de bem estar. Quando não se tem um local pra chamar de lar, tem-se uma das mais perversas e cruéis situações carregada de humilhações e ausência do atendimento às necessidades mais essenciais. Por que tantas pessoas ficam sem lar? Por que o poder público e a sociedade não tomam providências para acabar definitivamente o padecer dos moradores em situação de rua?


Uma das maiores tragédias que se pode imaginar em nossa sociedade na atualidade é a existência de moradores em situação de rua. Pelas mais diversas razões, pessoas deixam as suas casas, ou as não possuem, e ficam permanentemente morando nas calçadas, praças, debaixo de pontes e outros locais públicos ou privados. São pessoas totalmente desprovidas de qualquer tipo de bem que lhe possa proporcionar conforto, descontração e alegrias. Sempre sujeitos às chuvas, ao sol quente, a alguém para lhes fazer o mal e muitas outras intempéries que deixam as suas vidas tão solitárias, amarguradas, sofridas, sem perspectivas e totalmente desprezadas.


As nossas cidades estão com cada vez mais pessoas que passaram a adotar as vias como moradia. Na cidade de São Paulo, por exemplo, de acordo com um levantamento realizado pela prefeitura, existem 13.000 pessoas morando nas ruas da metrópole. São muitas pessoas que têm como o cotidiano o sofrimento e as humilhações. Em cidades como o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e muitas outras estão repletas de pessoas perambulando e dormindo nas calçadas, praças e outros locais. As ações dessas cidades em acolher e mostrar alternativas para essas pessoas são totalmente inadequadas, ineficientes e nunca são tratadas com seriedade. Existem, inclusive, notícias de cidades que tiram os seus “mendigos” e os devolvem para as suas cidades de origem ou os retiram de determinados locais e os colocam em outros isolados. Apenas tem vergonha deles, mas nada fazem para ajudá-los. Ao contrário, os impedem de ficarem onde estão.


Certamente, essas pessoas não estão nas ruas porque querem. Os motivos pelos quais elas estão morando nas ruas são os mais diversos. Desde os problemas ocasionados pelo uso de bebidas ou drogas, falta de trabalho (o que leva a faltar o mínimo para pagar o aluguel de até mesmo um barraco), desilusão familiar ou amorosa e numerosos outros motivos diversos. Nas ruas, essas pessoas são muito pouco ajudadas. Tirando algumas poucas pessoas, a algumas instituições e um pouco do poder público que lhes oferecem algumas ajudas de emergência como comida, banhos e dormida em quantidade extremamente reduzida, ninguém lhes estende a mão dando-lhes uma oportunidade para começar ou recomeçar a vida.


Não devemos ter pena de quem está morando nas ruas, ao contrário, devemos ajudar a encontrar um meio que leve essas pessoas a ter uma vida normal com moradia descente, trabalho e dignidade. Ter respeito às pessoas é não deixá-las vivendo em situação desumana. Mas, infelizmente, quase nada se observa a sociedade agir dessa maneira. Até mesmo o poder público tende, em muitas vezes dos casos, a fugir de suas responsabilidades quando se trata de ajudar efetivamente as pessoas desprovidas de lar. As prefeituras deveriam ter programas sérios que levassem à inserção dessas pessoas na sociedade, dando-lhes oportunidades de uma vida cheia de alegrias, esperanças e paz. Com a garantia de trabalho, estudo, acompanhamento médico-psicológico e outros tipos de ajuda, o poder público poderia transformar uma pessoa totalmente perdida em uma pessoa feliz, amada, alegre e produtiva passando a ser extremamente útil para a sociedade.