sábado, 28 de novembro de 2009

A economia medida em termos de felicidade das pessoas


Economia e felicidade são dois conceitos que muitas vezes não andam juntos, podendo até estarem em lados opostos. Onde e como podemos obter a felicidade? Será que os indicadores econômicos que a mídia divulga constantemente medem o nível de felicidade e bem estar das pessoas em geral? É muito pouco provável que sim. Será que um conceito tão abstrato, tão subjetivo, como a felicidade das pessoas pode ser medido adequadamente? Os governos não deveriam buscar como uma das metas principais aumentar o nível de felicidade entre as pessoas?


Há muito tempo que somos todos bombardeados com divulgação de termos, conceitos e indicadores econômicos que a maioria das pessoas desconhecem ou os entendem muito pouco. Termos como Produto Interno Bruto (PIB), Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Índice de Preço ao Consumidor (IPC), taxa de exportações e importações, taxa de desempregos entre muitos outros são muito importantes para definir o nível da economia de cada ligar, mas diz muito pouco sobre o que as pessoas do lugar sentem da própria vida, dos seus vizinhos, das pessoas que convivem com elas, dos colegas de trabalho, do atendimento dos seus desejos e necessidades. Tudo isso pode definir o nível de satisfação das pessoas com a própria vida e com o meio em que vivem. Evidentemente que as políticas públicas devem visar ofertar melhores condições de vida para as pessoas concomitantemente ao dá condições a essas mesmas pessoas a terem mais prazer em viver.


A felicidade pode não está acompanhada de riquezas, mordomias, fama ou poder, mas pode está nas coisas mais simples tais como poder receber os amigos em casa, ter patrões que respeite, ser respeitado pelos colegas, está de bem com a família, poder viver numa boa com todos e com todas. Aquela estória que diz que dinheiro trás felicidade é desprovida de verdade, haja vista que muitas pessoas ricas se suicidam, muitas pessoas que possuem muito dinheiro e poder choram e vivem na amargura. Por outro lado, pessoas que teriam tudo para viverem tristes, amargurados e desanimados vivem na maior alegria, demonstrando claramente que são pessoas felizes. Pessoas que não possuem empregos que lhes proporcionem altos salários e a viverem em um bairro de alto padrão, conseguem amar a própria vida, deixando transparecer que a vida para elas é verdadeiramente uma dádiva de Deus.


Políticas públicas devem ser elaboradas e executadas tendo em vista o atendimento das necessidades das pessoas que elas esperam para se sentirem mais satisfeitas com o viver. Muitas vezes as pessoas esperam das autoridades muito mais do que o atendimento das demandas tradicionais tais como educação, saúde, transporte e segurança. Elas esperam menos stress, mais liberdade de escolher, mais respeito, mais reconhecimento, mais união. Entretanto, por tratar-se de um conceito altamente subjetivo, ser feliz varia de pessoa para pessoa, para que o governo possa atender as necessidades para que as pessoas sejam mais felizes é necessário que sejam elaborados questionários de forma que as autoridades possam ter em mãos o que a população espera das autoridades a ajudarem serem mais felizes.


Conceitos como o Índice de Felicidade Bruta (IFB) devem ser utilizados juntos com conceitos como PIB. Evidentemente que os termos tradicionais continuarão existindo com a importância que devem ter, mas a vida deve passar a ser mais valorizada, tendo a alegria de viver de todos como a meta principal. Não é importante ter uma alta taxa de crescimento do PIB enquanto que muitas pessoas vivem amarguradas, com um sofrimento profundo em suas vidas. Devemos passar a viver no império da felicidade, nas busca da realização plena da alegria constante. Nesse movimento devem está inseridos, todas as pessoas, as autoridades, as famílias. Como é bom viver na felicidade plena! Então, vamos todos buscar sermos mais felizes e ajudar as outras pessoas a também serem mais felizes.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Nascimento, casamento, divórcio, morte e registro no Brasil


É muito importante que saibamos as informações estatísticas dos brasileiros tais como os números de nascimento por ano, de casamento, de separações, idade média das mães ao darem a luz aos seus filhos, de mortes, etc. Isso serve para que as autoridades tomem decisões ao aplicarem as políticas públicas destinadas a grupos específicos ou à sociedade em geral.


O IBGE por meio das Estatísticas do Registro Civil, obtidas nas varas da família, foros ou varas civis, divulgou informações a respeito das mais variadas características comportamentais do brasileiro nos últimos anos. Na seqüência serão apresentadas as informações mais relevantes desse trabalho. O número de crianças que ficam sem registro civil reduziu significativamente, isso ocorreu por diversos motivos entre os quais pode-se mencionar a obrigatoriedade de registro dos filhos para participarem de programas do governo e campanhas de informação e sensibilização sobre a importância do registro. Entretanto, em 2008, de cada 100 crianças nascidas 10 não eram registradas, em 1998 eram 27. Cerca de 10% das nossas crianças ficam ocultas pela falta de registro. No ano de 2008, nasceram no Brasil 3,037 milhões de crianças, das quais 91,84% foram registradas naquele mesmo ano e 8,16% deixaram de ser registradas.


Um outro problema sério é o não registro de muitos óbitos, notadamente de crianças com menos de um ano de idade que falecem pelos mais diferentes motivos e causas. Estima-se que em torno de 11% dos mortos no Brasil não sejam declarados como tal por meio de uma certidão de óbito. No ano passado, as mortes consideradas violentas (assassinatos, morte no trânsito, suicídios, etc.) representaram 14,7% das mortes nos homens e 3,81% no caso das mulheres. Por outro lado, está aumentando a idade média das mulheres que dão a luz a seus filhos. Em 2008, os nascimentos registrados de mães com menos de 20 anos de idade foi 19,4% do total e das mulheres com idade entre 20 e 24 anos foi de 28,5%, de 25 a 29 anos, 25,2%, de 30 a 34 anos, 16,3%, de 35 a 39 anos foi de 7,8% e 2,8% dos nascimentos ocorridos no ano passado ocorreram de mulheres com mais de 39 anos de idade.


Em 2008, ocorreram 959.901 casamentos dos quais 23.363 envolviam pessoas com menos de 15 anos de idade. As faixas etárias onde as mulheres casam com maior freqüência são as de 25 a 29 anos (28,4%), de 20 a 24 anos (29,7%) e dos 15 aos 19 (16,3%). Os homens casam mais tarde do que as mulheres, isso é evidenciado pelo fato da taxa de casamento das mulheres serem superior ao dos homens apenas até os 24 anos, a partir dessa idade a taxa de casamento dos homens passa a ser superior ao das mulheres. A partir dessa idade a taxa de casamento dos homens sempre aumenta em ralação á taxa de casamento das mulheres para a mesma idade. Por exemplo, a taxa de casamento dos homens aos sessenta anos é praticamente o dobro das mulheres nessa mesma idade.


O número de divórcios e separações foi significativo. Em 2008, ocorreram 290.963 divórcios ou separações. Um detalhe é que mais de 70% das separações são requeridas pelas mulheres, mostrando que as mulheres estão mais dispostas a dissolverem a família do que os homens. As razões para isso podem ser múltiplas envolvendo sofrimentos psicológicos e físicos, sentimentos, etc. Ao mesmo tempo 88,7% dos casos de divórcios no Brasil no ano passado as mulheres ficaram com a guarda dos filhos.


A nossa sociedade está se transformando e passando por novas formas de vida, notadamente com maior liberdade para as mulheres, onde almeja os mesmos desejos e objetivos que os homens, notadamente com referência a carreira profissional. Isso faz com que as mulheres passem a ter os seus filhos com idade cada vez maior. Com relação ao casamento, apesar da idade em as mulheres estão casando tenha aumentado, os homens casam muito mais velhos que a mulheres. Quanto aos registros dos filhos, com as facilidades informações e necessidades a tendência é que cada vez menos crianças deixem de ter o seu registro e fiquem sem a reconhecida condição de cidadão brasileiro.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

As mudanças nas leis trabalhistas e o aumento no emprego no Brasil

Existe um grande debate a respeito dos efeitos das leis existente no país sobre a criação de emprego. A idéia de uma parte dos especialistas e dos que lidam com essa questão é que a burocracia, as leis trabalhistas e a carga tributária em geral tendem a prejudicar profundamente o desenvolvimento do país e impedem diretamente a criação de mais emprego para a nossa população que sente tanta dificuldade quando necessita de encontrar um emprego. Quais são as medidas que devem ser adotadas para que mais empregos sejam criados? O que deve ser feito para diminuir tanta burocracia em nosso país no que se refere ao emprego? Quais são as mudanças que poder ser admitidos em eventuais reformas nas leis trabalhistas?


Mesmo depois da informação de que foram gerados mais de um milhão de empregos neste ano e que no próximo ano são esperados mais cerca de dois milhões ainda existe um exército muito grande de pessoas desempregadas ou em subempregos. Portanto, todas as medidas que visem à criação de mais vagas para os nossos trabalhadores são de fundamental importância. Cada emprego criado é mais uma pessoa que passa a ter dignidade como pessoa que por meio do seu salário pode passar à condição de consumidor e ver atendidas as necessidades próprias e da família. Evidentemente, que as autoridades devem proporcionar leis e mecanismos que facilitem as empresas gerarem empregos, entretanto, é inconcebível que direitos já há muito tempo perpetuados sejam tirados dos trabalhadores.


Direitos como o décimo terceiro salário, férias remuneradas, vales transporte e alimentação, FGTS, PIS devem ser mantidos para todos os trabalhadores. Mesmo o sistema de aposentadoria que é extremamente complexo e que provavelmente necessitará de algum tipo de reforma deve ter uma mudança suave sem que ocorram mudanças substanciais. Mesmos mantendo intactos os direitos dos trabalhadores, ainda é possível criar condições que possibilite a geração de muitos empregos formais, geração de rendas e lucros e crescimento sustentado de nossa economia. Uma das medidas seria deixar as leis existentes mais claras tanto para o empregado quanto para o empregador. Existe em nosso país um verdadeiro mercado de ações trabalhistas em que a primeira coisa que empregado faz após a demissão é procurar um advogado e colocar o ex empregador na justiça para receber mais, mesmo tendo recebido o que a empresa lhe efetivamente lhe devia. Isso deixa muitos empregadores na dúvida na hora de contratar e geralmente embute esses gastos no custo do funcionário mesmo não sabendo se ele irá acionar a justiça.


Outra medida seria incentivar por todos os meios a prática do empreendedorismo, inclusive o individual, concedendo crédito, consultoria e assessoria, diminuindo acentuadamente a burocracia quanto a documentação e outros trâmites burocráticos. O governo deveria investir pesadamente nessa área inclusive com divulgação pela mídia dos meios e formas como as pessoas poderia realizar os seus empreendimentos e como poderia obter a assistência do governo. Com a segurança do governo, certamente muitas pessoas passaria da condição de desempregadas, subempregadas e empregadas de baixa remuneração para um negócio próprio com perspectivas de crescimento profissional gerando renda, lucros, impostos e podendo até gerar empregos no futuro.


Outro debate inócuo é sobre se a redução de 44 para 40 horas semanais irá gerar milhões de empregos no Brasil. Evidentemente que isso não irá ocorrer. Existem alguns fatores que levam a essa conclusão, mas os dois principais são que existe um aumento grande na produtividade da nossa economia em razão das diversas inovações tecnológicas, métodos e formas de como trabalho é realizado e que muitas empresas já praticam 40 horas semanais. Ou seja, não teremos aumento considerável no nível de emprego por conta da redução de horas trabalhadas, mas essa medida é necessária porque os trabalhadores merecem usufruir dos benefícios proporcionados pelo aumento da produtividade.


É preciso que as alterações que ocorram sejam para que todos saiam ganhando. Há meios para que isso ocorra, faltando apenas a decisão política dos governantes para que medidas nesse sentido sejam implantadas de forma forte, sistemática e com bastante rigor visando a sua eficácia, gerando os resultados esperados. As empresas não podem ser prejudicadas, os trabalhadores não podem ser prejudicados e o país tem que sair ganhando. Não se pode tirar de quem já tem pouco que é o caso dos trabalhadores.

sábado, 14 de novembro de 2009

Por que a nossa justiça é tão injusta?


O grau de honestidade das pessoas é medido de acordo com a possibilidade e a magnitude de práticas de atos ilícitos, imorais e antiéticos que cada indivíduo possa praticar. É sabido e notório que muitas pessoas quando têm oportunidade tendem a correrem em práticas não recomendáveis, tendo como objetivo obterem vantagens pessoais direta ou indiretamente que lhes possam proporcionar ganhos financeiros ou não em detrimento de outras pessoas, sociedade, empresas ou do poder público. Será que a justiça brasileira funciona adequadamente no combate à corrupção? As pessoas punidas são as que realmente merecem? A justiça está condenando pessoas que não deveriam condenar e deixando impunes as que deveriam ser punidas?


É bastante sabido que os atos de corrupção são praticados tanto envolvendo somente agentes privados (por exemplo, um funcionário rouba a empresa em que trabalha ou o sócio lesa outro sócio em um determinado negócio), envolvendo agentes privados e públicos (quando, por exemplo, empresários ou empregados de empresas particulares se envolvem juntamente com funcionário público em fraudes em licitações públicas em que ambos obtêm vantagens), envolvem agentes privados e o setor público (quando, por exemplo, uma pessoa física ou jurídica frauda o fisco público sonegando impostos) ou somente agentes públicos (quando recursos públicos são desviados de alguns projetos, por exemplo, e, por algum meio, são direcionados para esses funcionários públicos). Existem, evidentemente, muitos outros tipos de corrupção, mas esses são os principais. O grande problema é que esses crimes são raramente punidos e muitas pessoas ficam ricas e ganham fortuna por esses meios sem que nunca sejam questionadas e nas vezes que são, as punições eventuais são muito brandas e nunca é devolvido o que foi obtido de forma ilícita.


Nos últimos dias surgiu um caso muito emblemático que nos deixam intrigados, perplexos e sem entender absolutamente nada na justiça do Brasil: O caso da deputada Luiza Erundina. É um caso que nos leva a crer que a nossa justiça premia os bandidos, quem rouba do Estado, e condena os honestos que trabalham uma vida inteira para defender os que de fato necessitam de ajuda sem acumular bem nenhum. Uma pessoa em sã consciência, certamente não conseguirá entender uma decisão dessas. A deputada que hoje tem mais de 70 anos de idade e que há mais de 50 anos milita em atividades políticas tendo ocupado os mais diversos cargos públicos desde deputada estadual, deputada federal, prefeita da maior cidade do Brasil e ministra de Estado. Com toda essa bagagem, ela não formou nenhum patrimônio tendo atualmente apenas um apartamento simples e dois carros já bastantes usados. Pois, mesmo comprovadamente que ela não usufruiu em ganhos próprios nenhum benefício de ordem econômica, a nossa justiça a condenou a pagar à prefeitura de São Paulo R$ 350 mil. Isso simplesmente porque quando prefeita mandou confeccionar panfletos e os distribuiu à população informando os motivos da paralisação dos ônibus na capital paulista há mais de vinte anos.


Isso é angustiante quando percebemos que muitos empresários ou altos executivos que lesam o fisco em milhões quase nunca sofrem condenação, muitos que ganham muito e que possuem muitos bens e lesam o poder público nunca sofrem punições tão severas. Muitos políticos que entram na política sem quase recursos ou sem nenhum e com alguns mandatos passam a ostentar riqueza totalmente incompatível com os salários recebidos nunca são chamados a darem explicações na justiça. Exemplos não faltam de políticos que ficam milionários e nunca são questionados, além daqueles que já são ricos e ficam mais ricos ainda e a justiça faz de conta que essas pessoas são as mais honestas possíveis. Também não faltam exemplos de pessoas que ficaram ricas obtendo recursos à custa de outras pessoas de forma ilícita e a justiça não mexe com essas pessoas. Será que é um péssimo negócio ser honesto em nosso querido Brasil? Ou será que precisamos mudar as pessoas que compõem a justiça brasileira?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O Brasil pode crescer mesmo com taxa de poupança baixa?


Como todos nós sabemos, os investimentos são os balizadores do crescimento e do desenvolvimento de uma nação e de um povo. Só pode existir crescimento se houver algum tipo de investimento que lhe dê sustento e respaldo. Não pode haver crescimento econômico se não há produção de máquinas, equipamentos, treinamento, formação técnica, meios de transportes (estradas, ferrovias, caminhões, trens, aeroportos, portos, etc.). Como e por quais meios esses bens, produtos e serviços podem ser adquiridos? O que pode viabilizar a produção e a compra desses itens se o governo, as empresas e os cidadãos possuem um nível de poupança significativamente baixo? O nível de poupança baixo pode inviabilizar os investimentos e, consequentemente, o crescimento econômico?


É importante definir de forma bastante simples como a poupança é formada. A poupança das pessoas vem da diferença entre o que ganham e o que gastam, a do governo vem da diferença entre o que arrecada e os seus dispêndios e a das empresas é exatamente as aplicações no mercado financeiro. Ou seja, se as pessoas passam a consumir de forma acentuada, as empresas passam a investir muito e o governo a gastar muito, então tem-se um nível de poupança muito baixo. Para algumas correntes do pensamento econômico, uma situação como essa com um nível de consumo alto e um nível de poupança baixo não se pode vislumbrar qualquer tipo de crescimento econômico por um prazo razoável. Além dos três tipos de poupança vistos acima, também existe a poupança externa que é constituída pelo déficit em transações correntes do país (exportações menos importações de bens e serviços) porque em caso de déficit o país estará consumindo mais bens e serviços vindos do exterior do que o exterior está consumindo esses itens do país.


Evidentemente que existem meios do nosso país crescer a taxas bastantes significativas mesmo não tendo um nível de poupança tão significativa como vários outros países. A máxima keynesiana de que a demanda faz a oferta é bastante verdadeira, notadamente em um país como o nosso com mão de obra em abundância e muita disposição para trabalhar e empresários ávidos para investir e produzir. O nosso país está com uma taxa de poupança em torno de 15% do PIB enquanto que muitos países asiáticos estão em torno com uma taxa de mais de 30%. Mesmo com uma taxa tão reduzida, o Brasil vinha crescendo a mais de 7% ao ano no momento em que a crise chegou. Para o próximo ano é esperado um crescimento de 6% e para os próximos anos taxas um pouco acima disso.


O crescimento pode ser obtido de forma sustentável sem prescindir de uma taxa alta de poupança prévia. Para isso são necessárias que algumas condições sejam atendidas plenamente. A taxa de juros deve ser bastante reduzida para que o governo não tenha que disponibilizar um valor muito alto para pagar os juros de sua dívida, os empresários não terem que pagarem uma alta taxa de juros e os consumidores não terem que pagar um valor muito alto de juros em seus financiamentos. A carga tributária deve ser reduzida e incidir mais sobre o consumo do que sobre a produção. Redução significativa na burocracia tributária, fiscal, de empréstimos e de abertura e fechamento de empresas. Fornecimento de infra-estrutura como estradas, energia, etc. E educação de alta qualidade. Com todas essas condições atendidas teríamos um país com um nível alto de crescimento e com o fornecimento da poupança que poderia ajudar na sustentação desse crescimento por muito tempo.

sábado, 7 de novembro de 2009

Corrupção nos municípios deve ser combatida por todos


A corrupção que assola o nosso país tem prejudicado, de forma visível, muitas pessoas, notadamente as mais pobres que são as que mais precisam do auxílio do poder e das instituições públicas. Os municípios brasileiros são governados por pessoas eleitas para cuidar e melhorar o bem estar da população, mas em muitos casos esse intento pode ser prejudicado e até inviabilizado pela ganância, pela incompetência e até pela índole criminosas de alguns funcionários públicos, secretários, vereadores e até dos prefeitos. Quem são os principais responsáveis por isso nos nossos municípios? O que deve ser feito para diminuir significativamente a corrupção nos municípios brasileiros?


Evidentemente que dada a pouca importância dos médios e pequenos municípios para o país como um todo e os mesmos geralmente estarem distantes dos grandes centros e da grande mídia nacional, os desvios de recursos e os escândalos que ocorrem nesses municípios são praticamente ignorados da opinião pública brasileira que fica mais focada nos escândalos envolvendo pessoas mais conhecidas dos governos federal e estaduais e das grandes cidades. Entretanto, uma quantidade enorme de municípios, cujas receitas são em sua grande parte oriundas de convênios com os Estados e com a União, são fontes recorrentes de mau uso do dinheiro público servindo a interesses particulares, deixando os seus participantes ricos enquanto que a população fica sem os benefícios que adviriam da sua aplicação na destinação correta. Existem municípios em que o principal envolvido é próprio prefeito, entretanto, também existem muitos em que o prefeito nem sabe dos pequenos e médios delitos que são praticados nos cofres da prefeitura.


Dos 5.565 municípios brasileiros, a imensa maioria não possui um sistema interno de controle eficiente que possa inibir os pequenos delitos no âmbito dos recursos e programas da prefeitura e, na grande maioria das vezes, as câmaras municipais que deveriam fiscalizar as ações das prefeituras são totalmente dominadas pelo prefeito ou são coniventes com os atos praticados pelos órgãos e agentes públicos dos municípios. Os prefeitos por meio de nomeações de parentes ou aliados dos vereadores conseguem maioria folgada nas câmaras, fazendo com que o nível de fiscalização desses órgãos se torne totalmente inadequado e ineficiente sem produzir praticamente nenhum efeito, ficando os agentes municipais quase livres para agirem conforme os seus instintos, que podem ser de obterem benefícios para si mesmos ou para seus aliados. Os órgãos de fiscalização estaduais que são os Tribunais de Contas dos Estados (TCE) possuem muito poucos técnicos para poder fiscalizar tantos municípios no âmbito de suas respectivas abrangências e quando o fazem, a fiscalização fica restrita apenas com a destinação dos recursos envolvendo os convênios entre o município e o Estado. O mesmo ocorre com os órgãos de controle da União que fiscalizam apenas os gastos envolvendo recursos do governo federal. Quem fiscaliza a aplicação dos recursos arrecadados no próprio município como IPTU, IPVA, ISS e muitos outros?


Evidentemente que mesmo nos pequenos municípios existem muitas pessoas sérias que entram na vida pública tendo como único objetivo ajudar todas as pessoas a terem uma vida melhor e obterem o progresso e a melhora dos municípios, para isso fazem de tudo, sacrificando o próprio bem estar e de seus familiares. Esses agentes, constituídos de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais e funcionários municipais dão até o próprio sangue para servir a população. Mas, infelizmente, existem aqueles aproveitadores que roubam da população, geralmente os mais pobres, para benefícios próprios objetivando o enriquecimento ilícito. Esses aproveitadores devem ser combatidos pela população, as ações de corrupção praticadas por esses indivíduos devem ser levadas ao conhecimento do público. As pessoas devem cobrar sistematicamente dos prefeitos, secretários e vereadores as informações e a prestação de contas da aplicação de todos os recursos que entram nos cofres dos municípios, sejam provenientes de arrecadação própria ou de convênio de qualquer natureza e espécie. A população não deve ficar apática porque é exatamente isso os maus políticos querem. A população organizada possui um poder muito superior ao poder dos detentores de mandatos. Se os dirigentes de seu município não estiverem cumprindo de forma descente com as suas obrigações, você deverá se organizar com as outras pessoas e passarem a pressionar esses agentes até eles passarem a agirem com decência. Caso isso não ocorra, poderá a recorrer a órgãos como o Ministério Público para que medidas mais fortes sejam tomadas.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

As reservas em moedas estrangeiras são importantes para o Brasil?


Apesar de muitas economias que antes eram consideradas fracas e sem muita importância para a economia mundial estarem crescendo e passando a ter uma parte significativa do comércio mundial, muitos mercados formando blocos para facilitarem as suas transações e existirem muitas economias ricas com alto poderio político, econômico e militar, mas, ainda assim, as reservas cambiais possuem uma importância muito alta para a estabilidade, a credibilidade e a sustentação das economias, sejam elas ricas ou não. Entretanto, apesar de toda a sua importância, as reservas que o governo mantém fazem com que o país incorra em um custo significativo. Quais são esses custos? Em que sentido as reservas ajudam e atrapalham a nossa economia, o governo e o país?


Um dos fatores em que os agentes econômicos internacionais mais têm em consideração para determinar onde irão realizar os seus investimentos está relacionado com as reservas em moedas estrangeiras (principalmente dólares norte-americanos). Se um país possui uma reserva bastante alta, os investidores estrangeiros (e os locais também) encontrarão moedas estrangeiras com bastante facilidade para trocar pelos seus reais, a moeda em que os negócios são transacionados dentro do Brasil. Se houver uma crise na economia por qualquer motivo e os investidores quiserem tirar os seus investimentos do país não conseguirão realizar os seus intentos caso o país não tenha moeda estrangeira suficiente para trocar pelos reais dos investidores que quiserem sair do país. Neste último caso, certamente os investidores irão relutar em investir no país.


A contrário, um país que tenha uma reserva em moedas estrangeiras bastante alta, os investidores encontrarão mais tranqüilidade em realizarem as suas aplicações e investimentos, inclusive os agentes financeiros internacionais podem realizar empréstimos para as empresas e o setor público por uma taxa de juros mais baixa do que se o país tivesse uma reserva bem baixa. A grande questão é se o país que tem reservas baixas, havendo uma crise, essas reservas logo podem se exaurir, forçando a economia a realizar um empréstimo salvador ou realizar uma moratória. Esse último caso é devastador para qualquer economia, ficar com o rótulo de caloteiro não é ruim somente para as pessoas, para os países soam tão ruim ou pior. Agora, se o país tem uma alta taxa de reservas, mesmo se os agentes saiam em período de crises, as reservam podem suportar e não faltarão dólares para quem quiser comprar.


Entretanto, as reservas deixam um custo muito alto para o país que as mantém. Na verdade, podem ter custos e também podem haver ganhos. Os custos ocorrem quando o real de valoriza em relação ao dólar (com um real passa a comprar mais dólar) e também quando as taxas de juros da dívida interna é maior do que as taxas de juros no mercado onde as moedas estrangeiras estão aplicadas. Os ganhos ocorrem quando ocorrem desvalorização e as taxas de juros da dívida interna é menor do que a taxa em que as moedas estrangeiras estão aplicadas. Como os juros da dívida pública brasileira são sempre superiores aos juros norte-americanos, esse fator sempre faz com que aumente os custos das nossas reservas. Quanto à taxa de câmbio (preço de uma moeda em relação à outra), as reservas brasileiras tiveram um ganho R$ 171,00 bilhões em 2008 por causa das desvalorizações cambiais ocorridas naquele ano, entretanto, até agosto de 2009, as valorizações deram um prejuízo para o país de R$ 112,00 bilhões. Evidentemente, se somarmos os custos dos diferenciais de juros, os ganhos do ano passado foram muito menores e as perdas deste ano muito maiores. Os juros são importantes porque o governo compra os reais que repassa aos donos de dólar no mercado interno por meio de títulos da dívida pública, pagando os juros da dívida do governo.


Existe sempre a discussão a respeito das reservas em moedas estrangeiras que um determinado país deva manter. Embora existam custos significativos intercalados com ganhos razoáveis, ter reservas em grande magnitude é sinal de segurança, prestígio, respeito, créditos externos mais baratos, mais investimento e muitos outros benefícios. Os custos podem ser extremamente reduzidos se o país consiga manter a economia estabilizada, sem nenhuma surpresa de última hora e taxas de juros internas a níveis civilizadas. Caso consiga fazer isso, o nosso país terá muitos ganhos, a nossa economia terá muito mais progresso e a nossa população sairá fortalecida.