sábado, 31 de outubro de 2009

Corrupção e miséria: tudo a ver


É muito doloroso ver pessoas passando por necessidades, desprezos, indiferenças, preconceitos, falta de moradia e até do que comer. O sofrimento imposto a essas pessoas é indescritível e pode levá-las a ficar em estado totalmente desumano, enquanto que ao mesmo tempo observamos muitas pessoas e instituições a praticarem atos totalmente contra os princípios éticos, morais e de bons costumes ao atuarem de forma corrupta. O que devemos fazer para acabar com tamanho nível de corrupção praticada em toda a sociedade? O que devemos fazer para acabar com tanto nível de miséria e sofrimento de muitas pessoas? O que as ações não éticas tem a ver com a miséria de uma parcela significativa dos brasileiros?


Atos de corrupção são praticados desde as instâncias mais maltas do poder público, constituído pelo executivo, legislativo e judiciário, até no cotidiano das pessoas, seja com amigos ou familiares ou nas relações de trabalhos, colegas, em pequenos negócios, no trânsito e em muitas outras situações. As empresas também praticam atos não éticos que afetam negativamente parceiros, governos, concorrentes e até funcionários. É importante observar que esse comportamento está implantado de forma quase que igual no setor privado e no setor público. Existe uma impressão muito nítida na sociedade que a corrupção é coisa de governo, de funcionário público, mas é um grande engano. Esse mal está fincado com a mesma intensidade nas empresas privadas. Vivemos um país de corrupção, onde a moral, o respeito e os princípios éticos não são respeitados.


Ao mesmo tempo em que assistimos a um festival de corrupção na sociedade em geral, também assistimos ao descaso da própria sociedade pelo sofrimento de milhões de compatriotas que sofrem as amarguras de não possuir os bens e os meios que lhes poderão proporcionar respeito e dignidade. São pessoas que pelos mais diversos motivos lhes foram roubado o direito de sonhar, de ser um cidadão, de ser alguém que a sociedade possa enxergar e de ao menos ver o seu sofrimento. Quando essas pessoas são notadas, as são como algo inferior, como algo desprazível, como algo que não deu certo. Essa mentalidade deve ser mudada. Esse comportamento da sociedade diante da realidade tão cruel dessas pessoas é um comportamento tipicamente antiético, de corrupção. Milhões de pessoas são desprovidas até de alimentação básica, mas diante disso muitas pessoas ficam indiferentes, ao contrário, quando o governo toma alguma ação para diminuir o sofrimento dando-lhes meios para se alimentarem, muitos são os que são contra essas medidas governamentais.


É preciso que existam dois movimentos de grande intensidade, muito difíceis, porém necessários, que levem à diminuição acentuada da corrupção e o aumento do respeito à ética e ao mesmo tempo deve-se implanta no seio da sociedade o princípio da solidariedade, não devemos deixar tudo para o governo. Cada um pode fazer a sua parte, tanto em passar a praticar apenas atos éticos e ao mesmo tempo ajudar a quem precisa, notadamente, aqueles que mais precisam. Devemos banir do meio da sociedade todos os tipos de preconceitos, sejam eles de qualquer natureza, preconceito é dos atos mais repugnantes que a sociedade deve abolir. Se todos se unirem para acabar com a corrupção e a miséria em nosso país, poderemos sair vitoriosos desses dois males que tanto nos envergonham e causa sofrimento em tantas pessoas. Faça a sua parte nessa batalha que a vitória será certa, os benefícios serão de todos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Os micro-empreendedores merecem mais atenção das autoridades

As pessoas empreendedoras são muitas vezes impedidas de concretizarem os seus sonhos simplesmente por falta de recursos. Quando esses empreendedores são pessoas de baixo poder aquisitivo e sem conhecer pessoas influentes que possam lhe ajudar na obtenção de um empréstimo, certamente verão abortados os desejos de progredir com um negócio próprio. Infelizmente, o crédito bancário é extremamente caro e muito difícil de ser obtido se o tomador é alguém que esteja começando algum pequeno negócio. Quais as alternativas para essas pessoas sem recursos que queiram abrir um negócio próprio? O que o governo deve fazer nessa área para melhorar a situação? Qual a importância do pequeno empreendedor para a nossa economia?


A lei nº 10.735, de setembro de 2003, determina que 2% dos valores que todos os bancos comerciais recebem em depósito a vista sejam destinados nos empréstimos de micro-crédito. Essa lei estabelece também que as taxas de juros efetivas desses empréstimos não devem ultrapassar 2% ao mês e as taxas de aberturas não devem ultrapassar 2% para pessoas físicas e 4% para pessoas jurídicas. Apesar de existirem alguns exemplos bastante importantes de operações de micro-crédito no Brasil como o crediamigo do Banco do Nordeste e alguns outros de menor monta, no geral essa prática tem sido muito insignificante. Por exemplo, no decorrer dos anos 2006 e 2007 esses tipos de empréstimos correspondiam a cerca de 6% do valor disponível, determinado pela lei citada acima, mesmo tendo em conta que esses empréstimos são fundamentais para alavancarem muitos pequenos negócios.


O governo e as autoridades monetárias deveriam atuar firmemente junto ao setor bancário brasileiro para que este tenha uma participação mais efetiva no mercado de micro-crédito, levando desenvolvimento, geração de renda e emprego, melhora de vida e de expectativa de muitas pessoas. É sabido que esses pequenos tomadores de empréstimos são muito mais pagadores que os grandes. Imagina se os governos federal, estaduais e municipais se unirem e criarem meios e recursos humanos na orientação dos pequenos empreendedores e concomitantemente o governo federal, por meio de mecanismos próprios, fizesse com que todos os bancos passassem a emprestar dinheiro a esses pequenos empresários ou micro-empresários? Certamente, a nossa economia e a nossa sociedade sairiam ganhando muito, com a redução significativa da pobreza, da desigualdade de renda e de riqueza e teríamos ainda uma forte geração de empregos que faria com que a economia fosse auto-realimentada gerando novas demandas.


É preciso que as autoridades tenham em mente que o caminho do desenvolvimento do nosso país encontra-se nos pequenos investidores que não tem medo de correr riscos com os seus negócios e possuem um desejo tremendo por crescer, ter mais rendimentos e produzir mais. Faz-se necessário que esses homens e mulheres valentes e corajosos não fiquem desamparados, ao contrário, devem ser dadas todas as oportunidades possíveis para que todas as suas potencialidades sejam exploradas para o bem do povo brasileiro. Para que isso ocorra, além de incentivos de ordem tributária e fiscal, é preciso que existam crédito abundante e disponibilidade de assistência técnica grátis para todos os pequenos empreendedores em todo território brasileiro.

sábado, 24 de outubro de 2009

A polícia merece respeito e confiança da sociedade?

A nossa polícia deve ter todo apoio das autoridades e ser muito respeitada pela sociedade brasileira, entretanto, existem muitos policiais que não condizem com as atribuições próprias de um servidor público que é pago para levar segurança e tranqüilidade para todas as pessoas. A desonestidade, a falta de caráter, o despreparo e o desrespeito às pessoas são alguns dos tipos de deslizes que muito policiais cometem. A polícia no Brasil deve ser levada a sério no combata à criminalidade? Se houvesse mais policiais honestos poderíamos ter menos violência? O pobre é discriminado nas ações policiais? O que deve ser feito para deixar a polícia mais humana e mais eficaz tanto no combate ao crime como no respeito às pessoas, principalmente aos mais pobres?


As razões do aumento dos mais diversos tipos de crimes que ocorrem em nosso país são as mais diversas e, por isso, devem ser combatidos por múltiplas formas e meios. Mas, as nossas forças policiais são as mais cobradas e tem como dever diminuir todos os tipos de crimes que ocorrem ou possam correr na nossa sociedade. É da polícia a responsabilidade de fazer com que as pessoas tenham segurança e vivam no sossego, tanto quando estão em suas residências como em seus passeios, lazer, trabalho, na rua ou em qualquer lugar. Mas, ao contrário disso, muitas pessoas quando vêem a polícia tem medo e passam a evitar simplesmente porque são humilhadas por ela somente porque são pobres e moram em lugares desprovidos de visibilidade e sem estruturas: as favelas e periferias. As pessoas que moram nesses lugares muitas vezes são tratadas pela polícia como bandidos e sofrem as mais terríveis humilhações.


Esse tipo de comportamento de uma parte da polícia não está restrito apenas às pessoas menos afortunadas econômica, financeira e socialmente. Existem também incontáveis casos de policiais que usando o poder de polícia humilham pessoas honestas, deixando-as totalmente constrangidas e não raramente comentem até crimes graves contra essas pessoas. Isso ocorre com os quatro tipos de polícia: a federal, a militar, a civil e a guarda civil metropolitana. Exemplos não faltam desse tipo de comportamento extremamente nocivo à sociedade. Um caso notório que foi amplamente divulgado pela mídia foi a operação desastrada de policiais militares do Rio de Janeiro que liberaram os supostos assassinos de um rapaz bastante conhecido e deixaram a vítima agonizando sem prestar nenhum tipo de socorro e ainda roubaram-lhes alguns pertences da vítima. Isso só veio a tona porque existiam câmaras de vídeo que gravaram tudo. A polícia civil consegue apurar crimes e prender os culpados quando a vítima é alguém de grande visibilidade ou envolvam alguém da corporação deles, caso contrário, é contar com a sorte.


Felizmente, os quadros das nossas polícias são constituídos de pessoas com alto nível de comprometimento com as suas atividades e possuem um grande respeito pelas pessoas. Eu mesmo conheço policiais que dão a própria vida para salvar qualquer pessoa. Esse tipo de polícia deve ser respeitado e até idolatrado porque são eles que nos salvam constantemente de todos os tipos de perigos que nos rondam. Os comandos das polícias deveriam praticar ações que levassem a praticamente a zero o número de policiais que comentem crimes ou que não cumprem o seu papel de policial. Caso isso ocorra, o nível de criminalidade seria reduzido e a sociedade ganharia duplamente. A polícia deve ser disciplinada, honesta, respeitadora, fiel no seu cumprimento ao combate ao crime e, acima de tudo, ter o ser humano como o seu alvo a ser defendido. Se tivéssemos uma polícia assim poderíamos ter mais segurança, mais tranqüilidade e, principalmente, poderíamos confiar na polícia.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Estado, setor privado e sociedade: elos que se complementam


A participação e a intervenção do Estado na economia sempre foi contestada por muitas pessoas que imaginam a economia livre sem ser ditada pelo governo e sem as regras que não aquelas próprias do mercado. Na década de 1990, o Brasil passou por um período no qual o governo brasileiro era constituído praticamente de pessoas que pensavam dessa forma. Nesse período, quase todas as empresas estatais foram vendidas, muitas das quais por preço muito inferior ao valor verdadeiro. Na verdade, nessa época passou-se uma idéia para a população em geral que o Estado, as empresas estatais e os funcionários públicos eram sinônimo de desperdício, ineficiência e muito pouco poderia contribuir para o desenvolvimento e crescimento do país.


Evidentemente que algumas das empresas estatais vinham amargando prejuízo e o Estado estava totalmente sem recursos para a realização dos aportes de verbas que fossem suficientes para viabilizar essas empresas num mundo extremamente competitivo. Entretanto, foram vendidas empresas altamente lucrativas ou em um mercado altamente promissor como eram os casos da Vale do Rio Doce e as empresas de telefonia. Essas e muitas outras foram vendidas a preços muito baixos e muitos casos por meio de empréstimos baratos de bancos estatais brasileiros. A maior parte dos recursos das privatizações arrecadados serviu para segurar o aumento da dívida pública que estava crescendo muito em razão das altas taxas de juros praticados na época objetivando segurar os preços e a inflação e, conseqüentemente, o Plano Real. O país saiu vitorioso com o Real, mas a sociedade brasileira pagou um alto preço para isso com a perda da maioria de suas empresas estatais e ainda sendo obrigada a pagar uma carga tributária muito alta como herança desse período.


Felizmente, essa idéia de inutilidade do Estado está ficando para trás. Todos sabemos que é através do Estado que se resolvem os problemas das desigualdades de oportunidades por meio de educação, saúde, alimento, moradia, aposentadoria, segurança e uma infinidade de outras ações que levam as pessoas a terem condições de viver uma vida muito melhor do viveriam na somente na presença do mercado, com este regulando tudo e ofertando tudo. Em praticamente todos os países que lograram crescer de forma sustentada e se desenvolveram tiveram a participação efetiva do Estado em conjunto com um mercado muito atuante. A economia planejada de forma unilateral já nos mostrou que não funciona a longo prazo e nem leva ao desenvolvimento e ao progresso, mas se existir um processo com o Estado comandando e orientando o setor privado que não seja fraco pode produzir um aumento muito grande no bem estar das pessoas.


O setor privado pode investir em áreas altamente lucrativas e que elevem as rendas do trabalho, capital e do governo, pode investir em magnitude muito grande, é capaz de investir em inovações tecnológicas. O setor privado deve atuar nas mais diversas áreas, inclusive em áreas que o Estado atua diretamente como saúde e educação. O papel central do Estado é de orientador, de organizador, de atuar em áreas nas quais o mercado não oferta de forma suficiente, além de complementar atuação da iniciativa privada em áreas que achar conveniente elevar a concorrência. Uma das obrigações mais importantes do Estado é nos momentos de crises econômicas quando setor privado se sente inibido em sua atuação, o setor público deve atuar firmemente objetivando diminuir as turbulências econômicas e os efeitos destas para a sociedade.


A sociedade, o setor privado e o Estado formam um elo que devem sempre está junto, devem ficar sempre integrados e de forma harmônica sempre objetivando elevar o bem estar da sociedade. Um país com um Estado forte e com mercado fraco não pode haver uma sociedade com todas as suas necessidades atendidas. O mesmo deve ocorrer em um país com um Estado fraco e um setor privado forte. Entretanto, quando se tem uma Estado forte atuando de forma plena em conjunto e sincronizado com um setor privado também forte tem-se uma sociedade plenamente atendidas em suas necessidades e com um alto nível de bem estar. Para a sociedade ser forte necessariamente o Estado e o setor privado também devem ser fortes.

sábado, 17 de outubro de 2009

O presidente LULA é um grande líder político e popular?

O governo é sempre cobrado para o atendimento às mais diversas demandas das pessoas em geral e até às mudanças estruturais da sociedade. O governo LULA tem mostrado um altíssimo nível de aceitação popular e a avaliação da população com relação ao presidente está em nível jamais visto para um mandatário de nosso país após mais de dois anos de mandato, mesmo estando no sexto ano de governo. Quais os motivos que levam a população ter tamanha simpatia e aprovação ao presidente LULA? Porque mesmo com os escândalos que abateu diversos de seus membros, o governo tem tamanha aprovação? O presidente LULA é um grande líder político?


O Brasil viveu momentos terríveis em termos econômicos e políticos nos anos compreendidos entre 1964 e 1994, com ditaduras cruéis e inflação altamente destruidora de expectativas, progresso, desenvolvimento e bem estar para a população brasileira. Após esses trinta anos e com o advento do Real, a sociedade brasileira pôde conviver plenamente com democracia, estabilidade nos preços e melhora significativa no padrão de vida. Dados os sérios problemas e crises econômicas que ocorreram no exterior e no próprio país e a determinação política de manter o programa de estabilidade de preços, o país logrou uma taxa de crescimento muito baixa até 2003. Entretanto, a partir de 2004 o Brasil teve uma taxa de crescimento bastante significativa, embora aquém das possibilidades então disponíveis, principalmente vindas do exterior, até meados de 2008.


O presidente LULA, contrariando muitos dos que apostavam que seu governo seria um fracasso, tem tido êxito em praticamente todas as suas ações, mas tem tido muito mais que êxito em duas áreas extremantes sensíveis: Os pobres e uma parte significativa dos empresários. Os primeiros foram contemplados com programas sociais em magnitude jamais vista em toda a história de nosso país com programas como o Bolsa Família, o Prouni, entre muitos outros. Os segundos foram cooptados pela manutenção da política econômica do presidente Fernando Henrique Cardoso e também por ter até ampliado os contatos e as viagens com o exterior, elevando significativamente a nossa balança comercial. Ao mesmo tempo, teve o cuidado com a responsabilidade fiscal, não deixando que as contas públicas não saíssem do controle por meio da meta de superávit primário. Pode-se também mencionar os vários programas de investimentos implantados durante o seu governo.


É de se admirar e deixar qualquer um intrigado com o fato dos políticos estarem tão em baixa com a população e o nosso presidente tão admirado por essa mesma população. De acordo com algumas pesquisas, 85% da população brasileira acham que os políticos são os maiores beneficiados da política, 82% não cumprem as suas promessa de campanha e 51,1% votariam no presidente LULA se ele concorresse a um terceiro mandato. Existe aí, evidentemente, uma contradição, as pessoas não confiam nos políticos, mas querem e apóiam o político LULA mesmo que este não respeite a democracia e a lei vigente atualmente que assegura apenas dois mandatos consecutivos para os mandatários do executivo.


LULA é, evidentemente, infinitamente maior do que o seu partido e sobre saiu muito bem dos escândalos protagonizado por integrantes-chaves do Partidos dos Trabalhadores e apoiadores do governo, no chamado escândalo do mensalão, em razão de sua força extremamente forte entre os vários segmentos da sociedade brasileira. Sociedade na qual os partidos políticos não gozam de força e nem prestígio é pródiga no surgimento de líderes carismáticos com Getúlio, Juscelino e LULA. Este último não pode ser considerado um líder político no sentido clássico que apregoa a liderança de um processo que leva a transformação da sociedade, como foi Getúlio, mas certamente, LULA é o maior líder popular que o Brasil já conheceu. Infelizmente, práticas como o fisiologismo junto a partidos em trocas de apoio no Congresso Nacional, programas sociais que visam mais o curto do o longo prazo, não aprovação de reformas das quais o Brasil tanto depende para caminhar de forma segura e persistente na transformação para muito melhor da sociedade brasileira impedem que o LULA seja caracterizado como um grande líder político, mas seguramente é um grande líder popular com todas as características que esse termo requer.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O grau de satisfação e bem estar das pessoas


O que as pessoas mais querem é qualidade de vida para si próprias e para suas famílias. Nos últimos anos o Brasil tem apresentado resultados bastante razoáveis no que se referem ao bem estar da população, e muitos indicadores apontam para que essa melhora tenha continuidade nos próximos anos. Entretanto, ainda existem muitas contradições e precariedades que acometem e afetam negativamente as pessoas nos mais diferentes aspectos. Quais as condições para se viver uma vida saudável? Em média, os brasileiros vivem mais saudavelmente do que as pessoas de outros países ou é o contrário?


Quando se comemora o aumento da expectativa de vida do brasileiro, observa-se por meio de um estudo das Nações Unidas que cerca de 36% dos homens brasileiros que nasceram entre 2000 e 2005 não chegarão a completar os 65 anos de vida e cerca de 22% das mulheres nascidas nesse período também não chegarão a essa idade. Ao se comparar com outros países, observa-se o quanto o Brasil precisa melhorar nessa área. Na Espanha, por exemplo, essa possibilidade é de 6,5% para mulher e 16,1% para homem; nos Estados Unidos é de 13,0% para mulher e 20,6% para homem; no México é de 15,5% para mulher e 23,8% para homem e na Argentina é de 14,4% para mulher e 27,5% para homem. Até mesmo a China que tem uma renda percapita bem menor que a brasileira, a probabilidade de uma pessoa que nasceu há seis anos não viver até os 65 anos é de 19,1% para mulher e 26,2% para homem, bem abaixo do verificado para o Brasil.


Outro aspecto é com relação a vida saudável de uma pessoa. Nesse quesito o Brasil também está atrás de muitos países. No Brasil, um homem ao nascer tem a expectativa de viver 57 anos de vida saudável enquanto que a mulher tem expectativa de viver 62 anos de vida saudável. Os Estados Unidos tem expectativa de vida saudável para homem de 67 anos e de 71 anos para mulheres; a Espanha tem 70 anos para homens e 75 anos para mulheres; o México tem expectativa de vida saudável de 63 anos para homens e de 68 anos para mulheres. O Brasil está empatado com a Rússia entre os países com expectativa de vida saudável acima dos 65 anos. Cada um com 9 anos para os homens e 13 anos para as mulheres. A Espanha tem 16 anos para homens e 20 para mulheres; o México tem 15 anos para homens e 16 para mulheres; a Argentina tem 13 anos para homens e 17 para mulheres e a Alemanha tem 15 anos para homens e 18 para mulheres.


Muitos dos casos de mortes antes dos 65 anos ocorrem em razão de acidentes, assassinatos e outros tipos não naturais. Entretanto, existe uma incidência muito grande de doenças como as cardiovasculares e as de câncer que tem afetado muitas pessoas, ceifando as suas vidas em um momento em que mais poderia produzir e gerar renda e riqueza. Essas doenças podem está relacionadas com o modo de vida das pessoas, em sua agitação, stress e busca por sempre está na frente e vencer. Por trás desses números também estão muitas pessoas sofrendo de doenças, seqüelas de acidentes e atentados onerando em muito os serviços médicos e previdenciários de nosso país. Certamente, se as pessoas tivessem mais cuidados em termos de alimentação mais saudáveis, fazer exercícios físicos, sair do stress, respeitar a sinalização de trânsito (diminuindo acentuadamente o número de acidentes), procurar sempre está feliz, etc. a nossa expectativa de vida saudável seria muito maior, menos pessoas necessitando de serviços médicos e menos pessoas perderiam seus entes queridos prematuramente.

sábado, 10 de outubro de 2009

Os indicadores sociais no Brasil estão melhorando


Os indicadores sociais de um país ou de qualquer lugar mostram em números a qualidade de vida das pessoas que vivem nesse país ou nesse lugar em um determinado ano ou período de tempo. Os indicadores que medem a qualidade de vida do povo brasileiro têm evoluído nos últimos anos, entretanto, ainda estão abaixo dos verificados na maioria dos outros países, mostrando que ainda são necessárias muitas ações afirmativas dos governantes para que o nosso povo alcance uma vida que seja compatível com os países desenvolvidos.


Recentemente o IBGE divulgou dados referentes a vários indicadores sociais do Brasil com números do ano de 2008. Na grande maioria desses indicadores houve avanços significativos nos últimos anos. Uma área em que houve avanços significativos foi na educação.O percentual de jovens que freqüentam curso superior passou de 6,9% em 1998 para 13,9% em 2008. Entretanto, estamos bem abaixo de vários países da Europa ou do Chile que possuem taxas superiores a 50%. A participação dos adolescentes dos 15 aos 17 anos na escola está bastante forte, quase que universalizada, mas o maior percentual encontra-se nas famílias cujas rendas são mais altas, 78% de renda mais baixa estão estudando enquanto que o percentual dos jovens de rendam mais alta é de 93,7%.


Dada a queda na fecundidade da mulher brasileira verificada nos últimos tempos, que passou de 2,48 filhos por mulher em 1998 para 1,89 filho por mulher em 2008, as crianças de até uma no de vida passaram de 1,8% para 1,3% da população brasileira entre os anos de 1998 e 2008 e as crianças de 0 a 6 anos passaram de 13,3% para 10,2% nesse mesmo período. A participação dos pertencentes à faixa de 7 aos 14 anos caiu de 16,6% em 1998 para 14,5%; os de 15 ao 17 passaram de 7% para 5,4% e entre os 18 aos 24 anos passaram 12,9% para 12,2% no decorrer da última década. Percebe-se que a participação das crianças, dos adolescentes e dos jovens na população total do Brasil bastante nos últimos dez anos, mostrando que a nossa população está envelhecendo. Outro dado bastante interessante é que a taxa de mortalidade infantil caiu significativamente na última década, passando de 3,35% para 2,35%, uma queda de cerca de 30,0%.


Um dado que faz com que aumente ainda mais os serviços públicos, principalmente os relacionados a aposentadorias e serviços médicos, é o relacionado à participação dos idosos na população brasileira. A população com mais de 60 anos de idade passou de 8,8% da população total do Brasil em 1998 para 11,1% em 2008. Em números, são 21 milhões das pessoas nessas condições vivendo em nosso país. Ao mesmo tempo, em 2008 havia 9,4 milhões de pessoas com mais de 70 anos, constituindo 4,9% da população total. Em 2008, 23,3% das pessoas idosas eram responsáveis pelo sustento do domicílio em que moravam. Apesar de muitas mortes violentas, principalmente entre os jovens, a expectativa (ou esperança) de vida dos brasileiros aumentou em 3,3 anos na última década, passando de 69,7 anos para 73. Sendo que as mulheres possuem expectativa de vida maior do que os homens, em 2008 as mulheres tinham uma expectativa de vida ao nascer de 76,8 anos enquanto que a expectativa de vida do homem ao nascer é de 69,3 anos.


Existe uma diferença entre os rendimentos das mulheres e dos homens, na média geral, em 2008, os homens recebiam um rendimento de R$ 1.130 e as mulheres R$ 802 por mês. Em todas as formas de rendimentos, os homens sempre ganham, em média, mais do que as mulheres. Uma das principais explicações para essa diferença é que as mulheres ainda ocupam posições mais baixas do que os homens numa mesma atividade. Mesmo as mulheres tendo, em média, mais anos de estudo do que os homens as mulheres estão bem atrás destes no quesito ser dirigente, ser chefe. Em 2008, 5,9% dos homens eram dirigentes e 4,4% das mulheres tinham esse nível de responsabilidade.


Com os números e os percentuais mostrados acima se observou que a qualidade do povo brasileiro passou por uma pequena transformação nos últimos dez anos e que é preciso tenha continuidade para que a nossa população possa vislumbrar de forma realista a possibilidade de em um futuro não muito distante viver uma vida nos padrões existentes nas nações mais ricas do planeta. Indicadores com expectativa de vida, escolaridade, taxa de mortalidade infantil, rendimento médio, etc. são fundamentais para definirem a padrão de vida do nosso povo. Evidentemente que por trás desses indicadores existem outros que são de extrema importância como o atendimento e o nível dos serviços de saúde pública, saneamento básico, investimento em educação, alimentação aos estudantes do ensino fundamental, etc. Com esses indicadores melhorando, a tendência é que todos melhorem. Nós, a sociedade brasileira, devemos cobrar dos governantes de todos os níveis de poder a concretização de todos os esforços para que haja continuidade na melhora em todos os indicadores sociais do Brasil.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Migração: um fenômeno que deve ser mais respeitado


A migração é um fenômeno que possui diversas causas e, ao mesmo tempo, transformam cidades, bairros e localidades, deixando-os totalmente diferentes do que eram em tempos passados. Os fluxos migratórios que ocorreram no Brasil nos dois últimos séculos deixaram muitos lugares com cultura, costumes e sotaques muito diversos dos existentes antes. As migrações que vieram dos outros países e mesmo as que ocorreram envolvendo pessoas de regiões do nosso país, as chamadas migrações internas, ajudaram a povoar muitos lugares oferecendo força de trabalho para o progresso e o desenvolvimento das regiões que receberam esses fluxos. Quais as causas das migrações? Qual o nível das migrações atualmente em nosso país?


Na verdade, a migrações ocorre quando um determinado lugar oferece mais oportunidades do que em outros. No final do século 19 e até quase meados do século 20 houve um fluxo muito grande de pessoas que vinham morar no Brasil provenientes de países da Ásia e Europa em razão dessas regiões concentrarem muitas guerras, muitas dificuldades e muito pouca perspectiva para uma parte razoável de famílias. Como o Brasil e outros países que estavam iniciando o seu desenvolvimento, inicialmente com a monocultura do café e posteriormente com a indústria, essas famílias viam em nosso país uma oportunidade que faltava em suas pátrias. É inegável o bem que esses imigrantes fizeram ao nosso país elevando a produtividade, a riqueza, o conhecimento e o progresso nas regiões onde se instalaram.


Houve também muitos fluxos migratórios internos como, por exemplo, a migração de muitos nordestinos para a Amazônia na primeira metade do século 20 e o fluxo de nordestinos para as grandes propriedades agroindustriais e usinas de açúcar e álcool nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ocorrido nas últimas três décadas. Mas, o fluxo interno mais significativo e que tem muito mais relevância foi o que ocorreu entre o Nordeste e os Estados do Sudeste, principalmente São Paulo. Devido ao grande progresso que esse Estado teve Desde a época do café e se intensificou com a implantação da indústria automobilística e outras indústrias com alto poder de agregar outras empresas de outros ramos criou-se uma forte demanda de mão de obra o que despertou o interesse dos nordestinos e mineiros para o parque industrial de São Paulo. Deve acrescentar a esse fluxo o povo do Estado do Paraná para São Paulo que também foi bastante significativo.


Esses fluxos tiveram uma caída nas últimas duas décadas, mas atualmente ainda é bastante ativa, com São Paulo ainda atraindo muita gente, mesmo com o progresso chegando a muitas áreas que antes eram muito pobres e sem perspectivas de melhoras. Atualmente, a migração que ocorre entre estados brasileiros gira em torno de 3,5 milhões de pessoas. Entretanto, existem também os fluxos entre cidades e regiões de um mesmo estado. Isso ocorre geralmente quando uma determinada cidade ou conjunto de cidades obtém uma dinâmica econômica maior do que o restante do estado.


Apesar da migração levar uma série de benefícios para o lugar onde os imigrantes se estabelecem, também demandam uma série produtos e serviços, principalmente serviços públicos como saúde, educação, saneamento básico e muitos outros tipos. Várias pessoas são contra migrantes taxando-os de incompetentes ou que roubam os empregos dos nativos. Mas nós vivemos em um país em que a liberdade deve ser exercida plenamente. Por meio dessa liberdade, as pessoas podem vender o seu produto em qualquer parte de nosso país onde achar mais conveniente. O seu produto é a sua força de trabalho, seja física ou intelectual.


É incontestável a importância dos fluxos, tanto dos outros países como os que ocorreram internamente, para o desenvolvimento e o progresso de nosso país. Muitos desses imigrantes tornaram pessoas importantes com notável contribuição para a região e para a nação outros, porém sem muito destaque, mas com a sua força e seu trabalho ajudou a construir o sucesso, a riqueza e a dinamicidade de nosso país. Ninguém deve contestar a migração porque ela é fruto de circunstâncias e, principalmente, das oportunidades. Certamente, essas pessoas que reclamam e têm pavor de imigrantes se houvesse uma mudança na dinâmica da economia e os lugares de origem dos imigrantes passassem a oferecer oportunidades muito mais atrativas do que as que são oferecidas no lugar de origem desses xenófobos estes seriam os primeiros a querer obter essas melhores oportunidades. Aí eles passariam a ser imigrantes na terra de quem eles humilharam.

sábado, 3 de outubro de 2009

A Previdência Social e sua importância para as pessoas


Apresentao

A Previdência Social (PS) apesar de seu altíssimo custo para a população tem sido extremamente importante no atendimento das necessidades básicas de uma parte bastante significativa dos brasileiros, notadamente no período em que não mais podem produzir e gerar renda: na velhice. Os benefícios previdenciários são também importantes indutores da redução da miséria e da pobreza em nosso país. Qual a importância da PS para a população brasileira? Em que medida os benefícios previdenciários ajudam na redução do número de miseráveis e pobres e na redução da desigualdade de renda dos brasileiros?


De acordo com o IPEA, nos últimos oito anos tem havido um crescimento significativo de pessoas que são cobertas pela PS, entretanto, ainda existe um contingente muito grande de pessoas que não fazem jus a esses benefícios. No ano de 2001, os cobertos pela PS representavam 54,8% do PEA (PEA são todas as pessoas ocupadas e desocupadas que buscaram uma ocupação e que têm de 16 a 64 anos). Os que não tinham cobertura representavam, portanto, 45,2% da PEA naquele ano. Ainda em 2001, os empregados com carteira assinada constituíam 30,4% do PEA, os funcionários públicos, 6,2%, os que contribuíam individualmente eram 7,7%. Esses três últimos constituem os grupos que contribuem. Naquele ano, 10,5% do PEA participavam de regimes especiais, 9,4% eram desempregados e 35,8% estavam no mercado informal. Esses são os que estavam descobertos dos benefícios previdenciários naquele ano.


No ano de 2008, os números apresentados acima tiveram uma melhora bastante significativa, muito embora ainda muito preocupantes. Os cobertos pela PS representavam 59,6% do PEA. Os que não tinham cobertura representavam, portanto, 40,4% da PEA naquele ano. Ainda em 2008, os empregados com carteira assinada constituíam 35,7% do PEA, os funcionários públicos, 6,8%, os que contribuíam individualmente eram 8,6%. Naquele ano, 8,6% do PEA participavam de regimes especiais, 7,2% eram desempregados e 33,2% estavam no mercado informal. Mas, também preocupante é que em 2008 apenas 51,0% da PEA contribuem para a PS levando a déficits sempre crescentes de nossa previdência, embora atualmente cerca de 70% dos que entram no PEA sejam contribuintes contra cerca de 30% dos que entravam há oito anos.


A PS é de extrema importância para a redução da pobreza e da miséria, notadamente com a política do governo atual de corrigir o salário mínimo bem acima da inflação. Caso a PS deixasse de existir, o número de miseráveis no Brasil seria aumentado em 17,39 milhões de pessoas e o número de pobres seria aumentado em 20,95 milhões de pessoas. O miseráveis são aquelas pessoas pertencentes a famílias cuja renda por pessoas com renda média de até um quarto de salário mínimo e os pobres são os pertencentes a famílias com renda média entre ¼ de salário mínimo e ½ salário mínimo. A PS é também responsável pela redução da desigualdade da concentração da renda. A Previdência Social é responsável por uma diminuição de 7,2% da concentração de renda no Brasil no ano de 2008, ou seja, caso a PS deixasse de existir a concentração de renda seria 7,2% mais alta do que é atualmente, mesmo com os benefícios maiores contribuindo para aumentar a concentração de renda.


Embora existiam muitas críticas de “entendidos” de que a Previdência Social é o maior problema do Brasil, pelos números vistos acima podemos imaginar de forma bastante racional que se constitui na solução para muitos problemas. É verdade que deve existir ajustes, o modelo pode ser alterado, mas as pessoas, principalmente as com menos recursos, não podem ficar às margens dos benefícios previdenciários. O número pessoas atendidas pelo regime previdenciário é muito grande, entretanto, ainda existe uma quantidade muito grande de pessoas que não participam de nenhum benefício oriundo da Previdência. Uma medida que realmente deve ser feita é incorporar essas pessoas ao regime previdenciário do Brasil.