sábado, 27 de junho de 2009

A vergonha do Senado e os coronéis na política


O Senado Federal brasileiro tornou-se uma fonte inesgotável de escândalos, mau uso do dinheiro público, falta de produção e retorno para a sociedade brasileira. Por que isso acontece? Será que a maioria dos senadores são culpados ou somente alguns possuem culpa? Existe alguma relação desses problemas sérios com os caciques políticos?



O Senado com a produção de seus atos secretos escondem nomeações duvidosas, uma parte razoável constituída de fantasma, aumentam benefícios e salários de senadores, familiares e funcionários da Casa e transformam aquela instituição que deveria ser sagrada para todo o povo brasileiro em um ambiente altamente desprezível e sem respeito. Segundo os competentes repórteres da revista Isto é Octávio Costa e Sérgio Pardellas, existem 1.400 atos secretos no senado determinando as mais diversas ações certamente em benefício de algumas pessoas, nunca da sociedade. Desses, a mesa diretora do senado admite 663 negando o restante. Entretanto, segundo os repórteres, restam 737 atos secretos que de fato ocorreram, mas que a mesa do senado não revelou. A informação desse quantitativo foi repassada aos repórteres por diretores do senado.


O Senado, é uma instituição que produz muito pouco e é extremamente cara para o povo brasileiro. Durante o ano de 2008, as cerca de 10 mil pessoas que trabalham lá receberam R$ 2 bilhões em salários diretos e indiretos. Nesse mesmo ano, foram gastos somente com passagens aéreas R$ 19 milhões e R$ 1,3 milhão com diárias no exterior. Também em 2008, foram gastos R$ 59 milhões com serviços médicos e odontológicos e R$ 3,3 milhões com auxílio creche. Em homenagens e festas, o Senado gastou mais de R$ 440 mil no ano passado. Ao todo, o Senado custou ao Tesouro Nacional cerca de R$ 2,7 bilhões somente o ano de 2008.


Com a chamada verba indenizatória que foi alterada em 2005 para R$ 15 mil mensais por senador existe um total descontrole da forma como é gasta essa verba. A sua finalidade é única e exclusivamente para a atividade parlamentar, entretanto, existem exemplos incontáveis de sua utilização para atividades sem nenhuma relação com o exercício do mandato. Temos casos de senadores utilizando essa verba para pagar segurança particular, para fazer refeições em restaurantes caríssimos, fretar jatinhos, comprar presente para esposa, abastecer avião particular e uma infinidade de outras finalidades que destoam totalmente daquelas para as quais essa verba é destinada.



Infelizmente, são muito poucos os senadores que estão totalmente imunes aos problemas crônicos do Senado. É verdade que esses problema vêem desde muito tempo, entretanto, eram encobertos por todos porque praticamente todos se beneficiavam desse esquema. Quando dois grupos constituídos de coronéis da política divergiram fortemente na disputa pelo comando da casa e um desse grupo perdeu, então houve a revelação dessa podridão que acalentava as paredes do Congresso Nacional, mais especificamente do Senado Federal. Nesses dois grupos estão dois expoentes dos coronéis, José Sarney e Tião Viana. Esses Senhores mandam e desmandam em seus Estados, são pessoas que não aceitam perder, se alguém vai contra as suas determinações e seus objetivos são trucidados e derrotados de uma forma ou de outra. Eles sempre querem ficar na melhor, não aceitam perder e nem serem questionados. Isso, de certa forma foi bom para o Senado porque ajudou revelar a podridão que existia, entretanto, o coitado do povo dos Estados desses caciques políticos continuam sofrendo e sem perspectivas com esses carrascos no poder. O que é mais triste é sabermos que existem muitos outros Estados e uma infinidade de Municípios brasileiros que esses princípios de coronéis na política, constituídos de caciques políticos, são dominantes ajudando a piorar a péssima imagem da política e a aumentar as desgraças na vida do povo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Desenvolvimento econômico e a felicidade das pessoas


A economia e a felicidade são duas palavras que deveriam sempre está uma ao lado da outra. Quando se tem a economia de um país ou de uma região andando bem, progredindo, tem-se a felicidade das pessoas que habitam esses lugares. Entretanto, quando a economia está levando ao desemprego, à queda nos lucros, aos prejuízos, à desagregação familiar, à queda da receita dos governos e consequentemente á oferta de serviços do governo, e muitas outras coisas nocivas às pessoas tem-se uma queda acentuada na felicidade geral.

Segundo Edward Gibbon, pode-se considerar o período que vai de 96 a. C até 180 d. C., como o período em que as pessoas viviam de forma mais prósperas e felizes. Isso ocorreu porque foi um período em que os imperadores utilizaram o seus governos com muita virtude e sabedoria levando, assim, à prosperidade e ao bem-estar das pessoas. Já naquela época tinha-se a idéia de que em tempo de paz o orçamento deveria ser equilibrado, a dívida pública, tanto a interna como a externa, deveria ser bastante reduzida, os governantes deveriam trabalhar em prol do povo com afinco sem nenhum comportamento de arrogância e prepotência e que as pessoas vivam dos rendimentos do seu próprio trabalho e não das benesses do Estado.

Tudo isso poderia muito bem ser estabelecidos como pré-requisitos para um processo de estratégia de desenvolvimento para o nosso país. As finanças públicas equilibradas, governo trabalhando forte e com humildade para o povo ofertando-lhe os serviços essenciais (saúde, educação, saneamento básico, etc.) em qualidade e quantidade adequada e dando as condições primárias para que o país possa vislumbrar o progresso e o sucesso em termos econômicos. É importante que se tenha em mente que crescimento econômico não é sinônimo de desenvolvimento econômico, o primeiro significa que o PIB está crescendo e o segundo significa que a sociedade como um todo está sendo beneficiada diretamente desse crescimento. Entretanto, sem crescimento econômico não é possível existir desenvolvimento econômico.

Existem inúmeras deficiências em nosso país que certamente emperram o desenvolvimento e, portanto, devem ser atacadas seriamente. Pode-se enumerar as principais: a alta dívida pública que consome uma parte muito grande do que o governo arrecada; distorções nos salários no setor público com pessoas no judiciário; no legislativo ganhando muito mais do que as pessoas em geral; alta carga tributária inibindo a produção de produtos e serviços; alta ineficiência da justiça, grande número de pessoas nos governos (nas três esferas: federal, estaduais e municipais) trabalhando por indicações políticas; segurança pública altamente ineficiente, pouca atenção á formação de capital humano altamente qualificado (os incentivos que se tem são direcionados para a quantidade e muita pouca atenção é dirigida para formação de pessoas com grandes qualificações); pouco incentivo às pessoas investirem em negócio próprio com o total apoio do governo quanto a financiamento, assistência técnica e de vendas; alteração no sistema previdenciário; e algumas outras que embora não sejam tão relevantes quanto estas mas que ajudam a emperrar o nosso desenvolvimento.

A nossa sociedade brasileira clama por seriedade dos nossos governantes e, principalmente, para que cuidem em realizar as ações mais importantes para o nosso desenvolvimento e para a felicidade das pessoas em geral que vivem no Brasil, não somente de apenas um pequeno grupo constituído por amigos dos “homens” do poder. As deficiências apontadas acima devem ser corrigidas com seriedade e muita vontade política. Os homens públicos deve abdicar da corrupção e passarem a perceber que trabalhar com seriedade para o bem geral de toda coletividade é muito mais importante do que buscarem a felicidade e a alegria para si próprios e para os seus amigos. Para que possamos vislumbrar um horizonte de prosperidade, desenvolvimento e felicidade geral aos brasileiros o setor público (nas três esferas e no executivo, legislativo e judiciário) deve fazer a sua parte que é melhorar acentuadamente a sua eficiência, investir em educação de qualidade e em cursos profissionalizantes (principalmente de tecnologia), redução acentuada da nossa dívida pública, fazer com que a carga tributária seja diminuída sem prejudicar os investimento do setor público e nem comprometer o seus serviços à sociedade, melhorar a eficiência da justiça e da segurança das pessoas em geral, incentivarem as pessoas a investirem em negócios próprios com todo o respaldo do governo, extinguir as distorções em termos de salários no setor público e diminuição drástica dos apadrinhados nos órgão públicos. Enfim, todas as distorções devem ser eliminadas para todos nós sejamos desenvolvidos, felizes e prósperos de verdade.

sábado, 20 de junho de 2009

O Senado e a Justiça envergonham o povo brasileiro




Os escândalos no setor público são postos em evidência a todo instante e nas mais diversas formas e magnitudes. Agora tem vindo à tona o escândalo dos atos secretos no Senado Federal, onde muitas decisões envolvendo gastos, nomeações e outras determinações não eram publicadas e ficavam escondidos, sendo de conhecimento de um grupo muito reduzido de pessoas. Ao mesmo tempo vem surgindo os escândalos envolvendo gastos com construções faraônicas e superfaturamento em várias obras de tribunais de justiça. Por essas e muitas outras é que o nosso dinheiro é desperdiçado, servindo apenas a alguns grupos de privilegiados. Temos que lutar contra isso.


Segundo levantamento preliminar, estima-se que cerca de mil atos no Senado Federal tenham tido caráter secreto envolvendo nomeações de parentes e apadrinhados de senadores que não queriam que essas informações fossem tornadas públicas, gastos para as mais diferentes finalidades e muitas outras coisas que direta ou indiretamente beneficiavam os senadores. Essas ações eram deixadas de forma secreta porque não eram ações com caráter republicano, envolviam falcatruas, ações antiéticas, ações vergonhosas e casos que diminuíam o próprio Senado e os seus ocupantes. As pessoas que mandam naquela Casa há décadas, certamente são responsáveis por todas essas notícias tão desabonadoras.


O PMDB que governa aquela Casa por quase vinte anos, apenas com alguns pequenos intervalos, é um dos principais responsáveis por tudo isso (de 1985 até agora o PMDB dirigiu o Senado por vinte anos). A turma do Sarney e Renan, que possuem um poder quase absoluto por lá, merece uma parcela grande de todos esses problemas. Agora, evidentemente, não somente os integrantes do PMDB possuem culpa, muitos outros senadores são culpados ou por serem beneficiados, ou por saber e não divulgar ou por não procurar saber. Sabemos que essas pessoas nomeadas como diretores, são (ou eram), na verdade, uma espécie de assessores especiais dos senadores que os indicavam, eles serviam em muitas ocasiões para fazer grandes favores a esses seus apadrinhados. Foi exatamente isso que vigorou por todo esse período que chega a mais de duas décadas. Sabemos que o Senado Federal sempre foi uma maravilha para os seus ocupantes, mas quando O PMDB assumiu ficou um escândalo. Infelizmente, na atual safra de senadores é muito difícil escolher uns três ou quatro que não tenha cometido qualquer tipo de deslizes éticos e morais. Então, para solucionar esse problema e muitos outros que assolam o nosso Senado é escolhermos novos senadores que sejam comprometidos verdadeiramente com os princípios éticos, não é preciso somente dizer é fundamental que seja ético de fato para ser um senador. No próximo ano dois terços do Senado serão renovados, façamos a nossa parte, não reelegemos nenhum senador.


Enquanto muitos hospitais não possuem médicos suficientes para atender a população carente, muitas escolhas ensinam de forma ineficiente, sem que os alunos aprendam o que deveriam aprender, e muitas outras deficiências na oferta de serviços públicos tem-se um escândalo dos desperdícios de dinheiro nos gastos da nossa Justiça. Para a sede do Tribunal Regional Federal de Brasília tem um projeto de quase meio bilhão de reais, sendo que já foram gastos mais de R$ 40 milhões apenas na base subterrânea. Desse valor já gasto, quase R$ 3 milhões correspondem a superfaturamento. Nessa construção, os banheiros terão boxes de massagem de 60 metros quadrados. Na construção do Fórum de Teresina o metro cúbico de concreto saiu por R$ 1.700,00 enquanto que o preço desse item no mercado é no máximo R$ 400,00. Tem-se, inclusive, informações de superfaturamento no Tribunal de Contas da União (TCU), que é o órgão de fiscaliza todos os órgãos públicos. Os privilégios para os membros do judiciário são escandalosos, além de ganharem salários muito superiores ao da população, inclusive dos deputados, prefeitos, governadores e muitos outros cargos públicos, ainda tem a maioria dos seus gastos mantidos sob sigilo e gastam exageradamente quase sem controle. A ética deveria ter guarida no judiciário, mas pelo que observamos, isso não acontece. Que moral esses juizes possuem para julgar os outros se eles próprios não respeitam o que é certo?


Graças à democracia em que vivemos, podemos mostrar o que estar ocorrendo de ruim em nosso país e mostrar quem são os culpados. O Senado Federal vive refém da grande maioria dos seus membros que o tornou com um negócio, beneficiando a si próprios e a seu grupo sem se importar com o restante da população. A nossa Justiça que deveria zelar pelo equilíbrio das coisas, buscando sempre que o certo prevaleça, tem falhado vergonhosamente quando os seus membros passam a não respeitar o que é público e passam a usufruir de coisas que não lhes pertencem.Tanto na justiça quanto no Senado, a população deve ficar bastante atenta e exigir respeito, onde a moral, a ética e o cuidado com dinheiro público sejam postos em primeiro lugar.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

É possível o Brasil se tornar um país rico?


O desenvolvimento brasileiro é objeto de muitas controvérsias quanto a forma em que é implementado e os resultados obtidos. Algumas pessoas criticam o modo como o Brasil conduziu os seus projetos de desenvolvimento, criticam, principalmente a participação do Estado na economia nas ações para se obter taxas de crescimento razoáveis. Será que existiam ou existem meios melhores para que a nossa economia pudesse ter um alto nível de crescimento e desenvolvimento econômico e social?

O entendimento sobre qual é o significado de desenvolvimento incorpora diversos fatores tais como crescimento forte e sustentável da economia, transformação da estrutura econômica do país, progresso tecnológico e institucional, melhoria nas condições sociais e humanas e sustentação ambiental. O tipo de desenvolvimento vigente em nosso país até a década de 1970 era diferente do vigente nos países mais adiantados e que lograram êxito em termos de passarem para um novo patamar de qualidade de vida e riqueza de seu povo. O Brasil teve que seguir um caminho que era possível para vislumbrar algo que pudesse proporcionar uma mudança de país agrário para um país industrial. O grande problema era que até o início dos anos 1950 não existiam capitais suficientes para fazer frente às necessidades de investimentos que pudessem aumentar a nossa produtividade e riqueza a ponto de elevar significativamente o bem-estar da população.

A partir dos anos do governo JK tem-se uma nova fase de desenvolvimento em que o Estado e o capital estrangeiro tem uma participação extremamente importante. Com os governos militares até 1973 tem-se uma fase muito positiva para a nossa economia em que o Estado também teve ações fundamentais, principalmente com a atuação de empresas estatais, entretanto o capital estrangeiro continuou a participar de forma significativa em muitos projetos de investimentos. Nesse período, a nossa economia logrou crescer a taxas jamais vistas o que parecia levar a economia brasileira e o seu povo para um padrão de vida típica de países desenvolvidos. Esse sonho continuou no restante da década, com investimentos financiados tipicamente por financiamentos estrangeiros a taxas de juros flutuantes que quando na época dos empréstimos eram bastante baixas.

Foi exatamente nesse ponto em que a nossa economia começou a desandar. Com os vultosos empréstimos tomados para que desse continuidade às altas taxas de crescimento da economia ocorridas nos anos anteriores, ao final da década de 1970 o Brasil estava com uma dívida externa muito alta. Logo nos anos 1979 e 1980 com os problemas na economia mundial, os principais países aumentaram vertiginosamente as suas taxas de juros o que levou a nossa dívida explodir com juros muito altos. Então, teve-se aí o fim de um sonho, um sonho de se tornar um país rico. Os problemas derivados dessa dívida externa astronômica foram enormes o que culminou com duas décadas perdidas.

Atualmente, nossa economia está com condições bastante favoráveis para deslanchar um processo de crescimento sustentável porque temos um setor interno bastante forte, dinâmico e altamente competitivo. O consumo interno corresponde a 65% do PIB e o investimento a cerca de 18%. Existem muitas grandes empresas e conglomerados com capital brasileiro que podem empreender muitos investimentos, entretanto, para que tenhamos um desenvolvimento sustentado ainda é necessária a participação do Estado, seja com suas empresas estatais, criando infra-estrutura, formação mão de obra altamente qualificada (formação de capital humano), criando legislação que seja favorável ao investimento do setor privado e outras ações que levem a facilitar o bom andamento da economia. Desde a década de 1950 apenas cinco países passaram da posição de países pobres para ricos: Japão, Coréia do Sul, Cingapura e Israel. O Brasil juntamente com a China, a Índia e a Rússia possui condições de passa da eterna condições de país em desenvolvimento para país desenvolvido passando a proporcionar melhores condições de vida para o seu povo com melhores serviços de saúde pública, maior segurança para a sociedade, melhores oportunidades as pessoas e um elevado Índice de Desenvolvimento Humano para todos os brasileiros.



domingo, 14 de junho de 2009

Os sonhos de nossas vidas



Na vida de cada um de nós encontramos muitas dificuldades, felicidades, momentos bons e outros não tão bons, também projetamos nossos sonhos que algumas vezes são realizados e na maioria das vezes nunca passam de um sonho.A vida é uma dádiva que devemos amar, cultivar, semear, fortificar, elevar e respeitar. Tente fazer o melhor para a sua vida, não desanime das derrotas que lhe impediram de realizar os seus sonhos.


A cada fase de nossa vida a nossa personalidade se modifica e passamos a encarar o mundo com outros olhos, a vermos as coisas com outros significados do que tinham quando éramos muito mais jovens. Entretanto, isso depende dos nossos objetivos, se os nossos objetivos forem os mesmos, então, mesmo com o passar dos anos, as coisas continuam tendo o mesmo significado para nós mesmo tendo transcorrido muito tempo. Por exemplo, se na adolescência, um jovem fica tremendamente apaixonado por uma jovem sem ter conseguido alcançar plenamente o seu intento, com o transcorrer de muitos anos se ele ainda tem aquele amor por aquela amada, então ele faria de tudo para ter o amor ou a atenção daquela pessoa que ele tanto deseja.


O mesmo se aplica para qualquer outro desejo antigo ainda não realizado, as coisas continuam tendo o mesmo significado, o que pode mudar são os caminhos percorridos para alcançar esses objetivos porque a experiência adquirida, seja por meio de estudos formais ou informais ou pela própria vida que nos deixa muitos ensinamentos práticos, são de extrema importância para nós para vencermos as dificuldades na busca de nossos objetivos. Essa conversa que diz que as pessoas de mais idade, não são sonhadoras, que não devem se preocupar com o futuro, que não deve reinventar a vida não tem fundamento, enquanto existir vida as pessoas devem viver essa vida na sua plenitude, buscando realizar os seus sonhos e maximizar o seu próprio bem-estar.


Infelizmente, existem certos preconceitos em relação às pessoas que estão com idade mais adiantada porque, segundo pensam, elas não são como os jovens, não possuem a mesma capacidade dos jovens. Certamente, isso deve ser verdade apenas para os alguns tipos de esportes profissionais como o futebol, o basquetebol, etc. Atualmente, com avanços e os cuidados provenientes da medicina, uma pessoa com cinqüenta e poucos anos é considerada jovem do ponto de vista da sua capacidade de produção, da sua capacidade intelectual. Porque existe essa idéia descabida de que uma pessoa com a sua capacidade plena não serve e que deve ceder o seu lugar para outra pessoa mais jovem? Não existe resposta sensata para essa questão.


As pessoas desde a sua adolescência começam a sonhar, sonham em ter uma empresa, em tem uma profissão muito bem sucedida, em ter um casamento muito feliz ao lado da pessoa amada, em conquistar reconhecimento, em ser muito conhecido, etc. Evidentemente, muitos desses sonhos não se realizarão e irão ficando para trás, alguns porque simplesmente são serão mais possíveis de se realizarem com o sonho de ser jogador profissional ou de ser uma modelo que são sonhos possíveis para um jovem ou uma jovem de 14 anos, mas são praticamente impossíveis para uma pessoa com 30 anos. Por outro lado, existem aqueles sonhos que caso não tenha sido realizado ou ainda continue interessando a pessoa são totalmente possíveis de serem realizado, independente da idade dessa pessoa. Por exemplo, seguir uma profissão, amar e ficar ao lado de alguém, fazer alguma coisa importante que ainda não havia sido feita, etc.


Não existe nada que se possa comparar com a vida, não devemos desperdiçar essa dádiva que nos é oferecida, devemos fazer dela o máximo para deixá-la melhor para nós. Em razão de termos apenas uma vida, não desperdice oportunidades, tente realizar todos os seus sonhos, busque a plena felicidade em sua vida que está na realização dos seus sonhos, sejam eles simples ou complexos, sejam fáceis ou difíceis de serem realizados. Temos esperança de que esses preconceitos existentes com relação à idade das pessoas sejam dizimados, todos possuem o direito de realizarem os seus sonhos, não importa que a pessoa tenha 20, 30, 40, 50, 60 ou mais anos, se tem um sonho vai em busca de realizá-lo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O PIB do Brasil no primeiro trimestre de 2009

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro correspondente aos três primeiros meses de 2009 caiu 0,8% em relação ao último trimestre de 2008. Essa queda é inferior ao que muitas pessoas achavam que ia acontecer, muitos previam uma queda muito maior do que os números apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é o órgão do governo encarregado de fazer os cálculos de tudo que se produz em nosso país.

Essa variação ocorreu de modo não uniforme entre os grandes setores. A agropecuária caiu 0,5%, a indústria caiu 3,1% e o setor de serviços aumentou 0,8%. Em comparação com o primeiro trimestre de 2008, houve uma redução de 1,8%. Se somarmos o PIB acumulado nos últimos quatro trimestres terminados em março de 2009, tem-se um aumento de 3,1% em comparação com os quatro trimestre imediatamente anteriores, isso mesmo com queda nos dois últimos trimestres.

O PIB do primeiro trimestre de 2009 foi de R$ 684,6 bilhões, sendo que R$ 584,6 bilhões corresponde ao chamado valor adicionado e R$ 100,0 bilhões a impostos sobre produtos. Esse valor pode ser medido ou pela ótica de valor adicionado ou pela ótica da despesa. Pela ótica da despesa tem-se os seguintes valores: agropecuária: R$ 41,19 bilhões (corresponde a 6% do PIB), indústria: R$ 142,8 bilhões (corresponde a 25% do PIB), serviços: R$ 400,61 bilhões (59%) e impostos sobre serviços: R$ 100,0 bilhões (15%). Pela ótica das despesas, tem-se os seguintes valores: consumo das famílias: R$ 443,98 bilhões (corresponde a 65% do PIB), consumo do governo: R$ 153,27 bilhões (22%), Investimento: R$ 113,82 bilhões (17%), saldo da balança comercial de produtos e serviços: - R$ 4,21 bilhões (-1%) e variações nos estoques: - R$ 22,35 bilhões (-3%).

Se compararmos o primeiro trimestre de 2009 com o mesmo trimestre de 2008, observa-se que houve um aumento de 1,3% no consumo das famílias, um aumento de 2,7% nos gastos do governo com consumo, uma redução de 14,0% nos investimentos, houve uma redução 15,2% nas exportações de bens e serviços e uma redução de 16,0% nas importações. Neste primeiro trimestre de 2009, a taxa de investimento em nossa economia está em 16,6%, enquanto que no mesmo período de 2008 essa taxa era 18,4% do PIB. A taxa de poupança neste primeiro trimestre de 2009 ficou em 11,1% do PIB, que é a menor taxa desde o ano 2000.

Neste momento muitas pessoas estão comemorando essa performance do PIB nos três primeiros meses de 2009, mas essa comemoração não tem sentido porque a nossa economia deveria está em situação muito melhor se o governo tivesse agido com mais rapidez, eficiência e com mais foco. As nossas autoridades deveriam ter sido mais rápidas em tomar ações com aumentar os investimentos públicos que sabidamente são de extrema importância para atenuar e até mesmo reverter problemas na economia. Outro fator que deveria ter sido a favor da economia, mas não foi tão a favor assim, são as taxas básicas de juros da nossa economia que apesar de ter caído um pouco ultimamente começou a cair muito tarde e em magnitude irrelevante para atenuar os efeitos da crise nos indicadores de nossa economia. Espera-se que nesta quarta-feira ao fim da reunião do COPOM, seja determinada uma redução de 0,75 ponto percentual na taxa SELIC. Isso com mais outras ações que o setor público deverá tomar ajudará a melhorar significativamente os indicadores de nossa economia, notadamente os números do PIB.

domingo, 7 de junho de 2009

Problemas ambientais: de quem é a culpa?


A questão ambiental tem trazido controvérsia das mais diferentes natureza e magnitude. A grande questão está relacionada com a tradição de como se fazia e o como deve ser feito para reverter as condições degradantes do nosso meio ambiente. Muitos colocam a questão: como aumentar a riqueza e a renda de uma nação ou de uma região sem que o meio ambiente sofra algum tipo de agressão?


É verdade que nos meios agrícolas mesmos onde as práticas mais sofisticadas sejam aplicadas existem muitas discordâncias no que diz respeito à conduta do governo no tratamento das questões relacionadas com o meio ambiente. Mas, é de importância fundamental que os nossos mananciais sejam preservados, as encostas sejam preservadas para evitar erosão e destruição desses lugares e de outros para onde a terra será carregada, as margens dos leitos dos rios e riachos devem ser preservadas por uma largura mínima, as nascentes desses rios devem ser preservadas e, finalmente, as propriedades rurais devem ter um percentual mínimo de matas intocáveis. Essas são condições que os proprietários rurais deveriam respeitar, sabemos que mesmo fazendo isso é totalmente possível progredir economicamente e ainda ajudar em muito na conservação da vida em nosso planeta.


Segundo informações do governo, existem mais de quarenta milhões de hectares de terras degradáveis por conta das péssimas formas de se trabalhar a terra e da falta de respeito às questões ambientais. A agricultura deve ser repensada em seu modo de preparo e de utilização da terra e, acima de tudo, deve respeitar as leis ambientais porque elas foram feitas com a participação da sociedade brasileira por meio do Congresso Nacional e pelo especialista em meio ambiente. Os grandes fazendeiros, pecuaristas, todos os usineiros, os médios fazendeiros, e os pequenos fazendeiros devem, todos, respeitar o meio ambiente e fazer com que a premissas básicas da boa educação ambiental sejam respeitadas porque, fazendo assim, teremos uma vida muito melhor com perspectivas muito favoráveis para todos.


Evidentemente, que as questões ambientais não dizem respeito somente às pessoas que trabalham com a agricultura ou a pecuária, mas a muitos outros segmentos da nossa economia e sociedade. As grandes cidades são responsáveis por uma grande parte da degradação ambiental. Os poluentes que saem dos veículos são responsáveis por uma parte considerável da poluição, principalmente, os veículos mais velhos. Os governos deveriam ser mais rigorosos com relação a isso, apesar de que algumas cidades e estados já estão fazendo algo a respeito com é o caso de São Paulo que determinou que os veículos da cidade passem por uma vistoria para detectar o nível de poluição emitida, caso apresente um nível acima do permitido o veículo terá que passar por uma revisão para que passe a emitir poluição no nível até o permitido. É muito importante que as outras cidades passem a fazer o mesmo, tem-se informação que o governo federal está pensando em implantar em todo o país, caso isso seja realmente feito será de grande ajuda para o nosso meio ambiente.


Existem muitas outras ações que as pessoas comuns, as empresas e os governos devem fazer para melhorar a questão do meio ambiente, entretanto, o desmatamento, as queimadas e a poluição veicular são os pontos fundamentais. Também são muito importantes que os rios sejam conservados não somente no que diz respeito ao desmatamento em suas margens e nascentes, mas também a poluição de rios, principalmente que passam por dentro de cidades. Existem muitos rios em nosso país com alto grau de poluição em que a vida não existe mais ou está prestes a deixar de existir. É preciso que haja um esforço em conjunto com toda a sociedade, o governo, os empresários para que a questão ambiental seja levada a sério com práticas que levem a resultados concretos e deixe de existir essas brigas que não levam a nada. A vida é muito mais importante do que essa briga entre os empresários do agro negócio contra os ambientalistas e os funcionários do governo da área. Todos os envolvidos devem buscar o melhor que implique em respeitar o meio ambiente em todos os seus aspectos e a geração de renda e riqueza para o nosso país e para a nossa sociedade.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Poupança e fluxo cambial: Números positivos para o Brasil




Os números dos depósitos de poupança no mês de maio divulgados pelo Banco Central são bastante claros quanto o aumento nessa modalidade de investimento. É verdade que a queda nas remunerações liquidas em outras aplicações por conta da redução da taxa SELIC tem levado algumas pessoas a migrarem para a velha e querida poupança, mas é verdade que muitas pessoas passaram a guardar um pouco das suas rendas temendo algum problema mais para frente ao invés de consumir agora. O saldo da poupança iniciou o mês de maio com cerca de 275 bilhões de reais e terminou o mês com quase 280 bilhões de reais.


A tendência é que aumente mais um pouco e se estabilize, com a retomada do crescimento da economia, as pessoas passam a consumir mais e a poupar menos, embora exista a possibilidade de algumas pessoas que tradicionalmente aplicam em renda fixa passem a fazer a suas aplicações ou parte delas na poupança por conta da redução da taxa SELIC, essa migração deve ser muito pequena.

Fluxo Cambial

Neste mês de maio, o fluxo cambial (movimento de entrada e saída de dólar) foi positivo em 3,13 bilhões de dólares, constituindo-se como o melhor mês desde abril de 2008. As operações comerciais com o resto do mundo gerou um saldo positivo de 1,55 bilhões de dólares, os fluxos financeiros (que incorporam as remessas de lucros e dividendos, aplicações no mercado financeiro e bolsa, entre outros) teve um saldo positivo de 1,58 bilhões. No período de janeiro a maio de 2009 o fluxo cambial está positivo em 1,59 bilhões de dólares. Em janeiro havia apresentado um saldo negativo em 3,1 bilhões de dólares e a partir de abril o saldo passou a ser positivo o que leva a uma redução da dívida externa líquida.

terça-feira, 2 de junho de 2009

A economia brasileira poderá surpreender em 2009



Para aqueles que achavam que o mundo iria acabar em 2009 devem está se sentindo deveras desconfortáveis ao descobrir que a economia brasileira está se recuperando bem, com o nível de emprego aumentando, os agentes econômicos tendo alta confiança no país o que ajuda no fortalecimento do Real frente ao Dólar norte-americano, a bolsa de valores do Brasil tendo uma forte alta chegando praticamente ao nível de antes da crise e de muitos outros sinais que deixam desapontados muitos dos que advogavam que o Brasil iria sofrer demais com essa crise.


É verdade que tivemos um abalo no último trimestre do ano passado e um fraquíssimo primeiro trimestre de 2009, mas os números do segundo trimestres estão indicando que a crise para o Brasil já está dando um adeus com bons fluídos que levarão ao um caminho de crescimento nos outros trimestres do ano. As ações do governo não foram ou não estão sendo na magnitude desejada, as taxas de juros primárias que são administradas pelo Banco Central, as políticas fiscais estão em magnitude inferior ao que seria necessário para proporcionar uma retomada de crescimento da economia mais consistente. Os gastos do governo com investimento deveriam ser muito mais forte do que se observa até o momento. Entretanto, mesmo com essas "falhas" da atuação do setor público no que se refere ao combate à crise tem-se um cenário bastante promissor para economia brasileira até o final deste ano.


Mesmo o nosso país tendo tido uma recessão técnica (quando o PIB cai por pelo menos dois trimestres consecutivos), para o país isso não significará muita coisa porque o primeiro trimestre de queda foi em um ano em que a economia estava crescendo muito (tendendo a crescer mais de 7,0% no ano de 2008) e o segundo trimestre de queda ocorreu no primeiro trimestre deste ano cujos próximos trimestres serão de franca recuperação. Esperamos que na próxima reunião do COPOM que ocorrerá na primeira quinzena deste mês de junho ocorra uma redução na taxa SELIC de pelo menos um ponto percentual e que o governo avance muito mais nos seus investimentos do PAC, tirando do papel muitos projetos que dariam uma força muito grande na pujança da nossa economia gerando muitos empregos, renda e riqueza. Ainda há tempo para o governo fazer o que não fez, as suas ações no que se refere a atuação direta na economia até agora tem sido aquém das necessidades para que a nossa economia cresça como previsto anteriormente, entretanto, como os resultados têm mostrado a as eventuais ações a serem tomadas pelo poder público levarão a termos PIB positivo em 2009 que nada lembrará uma recessão.