sábado, 31 de janeiro de 2009

Você sabe de quanto é e como é composta a dívida pública brasileira?

O governo deve muito e paga muito por sua dívida, tanto em juros como em amortização (pagamento da própria dívida). Por isso, muito dinheiro que deveria ser destinado para atender às pessoas em áreas como saúde, educação, infra-estrutura, etc. é direcionado para pagar os juros e o principal dessa dívida. Será que isso está certo? Não seria melhor alterar o modo como é gerida a política monetária em nosso país para que a arrecadação dos contribuintes passe a servir melhor para atender às necessidades dos brasileiros?


Ao final de 2008, o governo em seus três níveis (União, Estados, Municípios, Distrito Federal e o INSS) tinha uma dívida total de R$ 1,74 trilhão. A dívida líquida (que é a dívida bruta menos o que o governo tem a receber, tem disponível em caixa, aplicado nos bancos e as reservas do Banco Central) era de R$ 1,07 trilhão. Em termos de PIB (Produto Interno Bruto), a dívida bruta era 58,6% e a líquida era 36,0%. A dívida pública do setor público é a soma da dívida interna e da dívida externa. A dívida interna líquida ao final de dezembro de 2008 era de R$ 1,49 trilhão, a diferença entre os valores da dívida líquida e a dívida interna líquida é a dívida externa (lembre que aqui estamos tratando apenas de dívida pública). A dívida pública externa do Brasil é negativa em R$ 419 bilhões, graças ás reservas do Banco central que em reais do final de dezembro último era de cerca de R$ 483 bilhões. Assim, a dívida externa pública há bastante tempo que deixou de ser um problema para as nossas finanças públicas, o nosso grande problema atualmente é a dívida interna líquida que corresponde a cerca de 49% do PIB.


A dívida líquida está distribuída da seguinte forma quanto à participação de cada ente: 71,08% é do governo federal (R$ 736 bilhões), -2,98% do Banco Central (- R$ 32 bilhões - o Banco Central tem muito mais a receber do que ele deve), 33,62% dos governos estaduais (R$ 359,6 bilhões), 5,18% dos municípios (R$ 55 bilhões), -10,11% das estatais federais (- R$ 108,1 bilhões – é esse valor que as estatais federais têm a mais a receber ou em caixa e em bancos em relação à sua dívida total), 2,86% das estatais estaduais (R$ 30,6 bilhões) e 0,35% das estatais municipais (R$ 3,79 bilhões). Em 2008, o setor público brasileiro pagou R$ 167,2 bilhões de juros sobre a dívida interna e recebeu cerca de R$ 4,8 bilhões a título de juros das aplicações no exterior.


A dívida pública na magnitude atual é nociva para a economia e para a sociedade por diversos motivos. Entre os principais motivos podem-se mencionar a diminuição de crédito para o setor privado, porque como o setor público tem uma dívida alta, uma parte significativa do crédito disponível no país é direcionada para o setor público. Outro motivo é que uma parte bastante significativa da arrecadação do setor público é dirigida para o pagamento dos juros e outros serviços da dívida. Temos países que têm nível de dívida pública até maior do que o nosso país, entretanto, os juros pagos são muito inferiores ao que nós pagamos. Enquanto em 2008 a taxa média de juros que o setor público brasileiro pagou por sua dívida foi de 15,2%, a taxa média paga pelas dívidas dos países mais ricos foi em torno de 3% ao ano nesse mesmo ano.


O grande problema do Brasil é que vinha com um passado de níveis de inflação muito alto e que por meio da chamada indexação (em que os preços das mercadorias, os contratos, salários, etc. eram reajustados automaticamente conforme a variação de preços em geral), a sociedade brasileira se acostumou a conviver o aumento de preços. Com o Plano Real, teve-se êxito em debelar esse mal que afligia a nossa economia, mas para dá credibilidade e sustentabilidade ao plano o governo foi obrigado a conviver com altas taxas de juros em todos os anos desde então, em alguns momentos mais altas do que em outros mas sempre muito mais alta do que nos outros países. O resultado é que apesar de termos conseguido debelar definitivamente a inflação, estamos com um peso enorme em juros derivados de uma dívida muito alta e de uma taxa de juros extremamente alta. Essa situação tem que ser revertida o mais rapidamente possível, sob pena de termos que conviver com uma alta carga tributária, serviços públicos ineficientes e uma transferência muito alta de renda para o setor financeiro e para quem tem título da dívida do governo por um período bastante prolongado.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A ARRECADAÇÃO DO GOVERNO FEDERAL AUMENTA MAIS QUE O PIB E A INFLAÇÃO

A arrecadação do governo federal tem demonstrado um vigor que nos leva a crer que a economia brasileira tem proporcionado aos seus agentes rendimentos extraordinários, sabemos que não é o caso na imensa maioria das pessoas e empresas brasileiras. Quais as causas desse aumento tão acentuado na arrecadação? Quais os tipos de contribuições que mais contribuíram para esse crescimento? Há espaço para mais aumento na nossa carga tributária?

Nesta semana, a Receita Federal publicou um relatório no qual são descritos os detalhes da arrecadação de 2008. O governo federal arrecadou em 2008 R$ 701,4 bilhões (em valores de dezembro de 2008), um aumento de 7,68% em termos reais com relação ao ano de 2007. Segundo a Receita Federal, os principais fatores que contribuíram para esse aumento foram os seguintes: Crescimento de cerca de 11% nos valores das vendas em geral no decorrer do ano (somente as vendas de veículos para o mercado interno aumentaram 9,6%); aumento de 43,88% na arrecadação com impostos de importação; aumento de 16,39% na massa salarial proporcionada pelo aumento dos salários e do aumento do nível de emprego e aumento de 17,4% nos recebimentos de multas e juros, correspondendo a 2,36% da arrecadação total.

Os valores arrecadados por tipo de imposto são os seguintes: Imposto sobre importação: R$ 17,6 bilhões; Imposto de Renda: R$ 196,3 bilhões; IOF: R$ 20,8 bilhões; CPMF: R$ 1,2 bilhões; IPI: R$ 40,4 bilhões; Confins: R$ 123,6 bilhões; PIS/PASEP: R$ 32,3 bilhões; Contribuição Sobre Lucro Líquido: R$ 45 bilhões; CIDE-Combustíveis: R$ 6,1 bilhões; Imposto Territorial Rural: R$ 476 milhões; Contribuição para a FUNDAF: R$ 258 milhões; Outras Receitas administradas pela Receita Federal: R$ 6,9 bilhões; Outras receitas do governo federal: R$ 26 bilhões e receita previdenciária: R$ 184,4 bilhões.

Com relação aos últimos 5 anos, houve um aumento em termos reais (com valores de dezembro de 2008, corrigido pelo IPCA) de 34,38% na arrecadação do governo federal. Em 2004, o governo arrecadou R$ 522 bilhões e em 2008, conforme visto acima, foram 701,4 bilhões. Os aumentos na arrecadação de 2004 a 2008 em cada ano foram os seguintes: em 2005 com relação a 2004 o aumento real foi de 6,09%, em 2006 com relação ao ano anterior foi de 5,87%, em 2007 foi de 11,09% e em 2008 foi de 7,68%. Nesse período de 2004 a 2008, houve um aumento de 55,54% no imposto de renda, 46,35% nas receitas da previdência e 10,6% nas contribuições (exceto contribuição previdenciária). Esses três tipos de impostos em 2008 correspondeu a 83,97% de todos os impostos pagos ao governo federal. Para se ter uma idéia, o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) nesse mesmo período foi o seguinte: 5,71% (2004), 3,16% (2005), 3,97% (2006), 5,67% (2007) e 5,9% (2008 – previsão).

Os valores vistos acima são unicamente receitas do governo federal, não estão incluídos impostos tais como IPVA, ICMS, IPTU e muitos outros de responsabilidade dos governos estaduais e municipais. Evidentemente, quando somar os impostos dessas outras duas esferas de governo tem-se um valor astronômico que é transferido para o governo. Como visto no parágrafo anterior, os aumentos nos impostos têm sido muito superior ao aumento do PIB. Isso leva ao aumento da participação do setor público na economia, mas de forma adversa, tirando recursos do setor privado. O grande problema é a eficiência e a eficácia dos gastos desses recursos. Se esses recursos forem utilizados para diminuir a desigualdade social, aumentar a produtividade da economia por meio de investimentos em educação, saúde e em infra-estrutura poder-se-ia aceitar esses impostos nessas magnitudes. Mas, a eficiência e a eficácia passam longe na aplicação desses recursos. Basta lembrar que a soma dos gastos públicos com educação e saúde é em torno da metade do que o governo gasta com juros da dívida pública. Isso tem que mudar
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sábado, 24 de janeiro de 2009

A importância do tempo em nossa vida

Não existe nada mais cruel, traiçoeiro e perigoso do que o tempo. Se não soubermos utilizá-lo da melhor maneira possível poderemos sofrer as conseqüências desagradáveis no futuro. Você consegue viver bem o seu tempo? Você fica sobrecarregado em tarefas todos os dias? Será que você não está precisando escolher o que fazer e como fazer para viver melhor?


Vários especialistas têm escrito, debatido e falado sobre o tempo no nosso dia-a-dia e muitos têm mostrado formas e caminhos para se viver melhor utilizando mais adequadamente o tempo, tanto no trabalho como nas nossas atividade de estudo e lazer. As pessoas, em geral, não sabem utilizar de forma mais adequada o seu tempo. Pesquisas realizadas por algumas instituições internacionais constataram que cerca de 35% do tempo das pessoas que trabalham em nível gerencial acaba sendo improdutivo, gasto muitas vezes com reuniões que não levam a lugar nenhum, lendo e-mails sem nenhum significado para a empresa ou em outras situações que apesar tomar o tempo da pessoa não acrescenta nada à atividade desempenhada na empresa.


Para ter a vida melhor e ter maior produtividade em suas atividades é necessário que se elejam as prioridades. Ao definir quais as coisas são mais importantes, pode-se definir o que deve e o que não deve fazer. Uma situação que tem bastante controversa é com relação ao trabalho, a nossa atividade que exercemos todo dia na empresa em que trabalhamos. Muita gente fica atarefada o dia todo e muitas vezes têm que fazer horas extras ou têm que levar serviços para casa. Aqui, o trabalho ao invés de proporcionar horas de lazer tira essa oportunidade da pessoa. Algumas providências poderiam resolver esse problema. Por exemplo, participar somente de reuniões extremamente necessárias e que sejam produtivas, ler e-mail em horários pré-determinados, fazer as coisas conforme o seu grau de prioridade (deixando para fazer as outras coisas menos importantes ou de pouca importância depois), não prolongar as conversas improdutivas (seja por telefone ou pessoalmente) entre outras providências que visem utilizar o tempo na empresa de forma mais eficaz possível.


Evidentemente, a utilização melhor do tempo não está relacionado apenas com o trabalho, mas também com o nosso cotidiano, em casa, no lazer, nos estudos, etc. aqui também devemos eleger as nossas prioridades, temos que escolher quais as coisas são mais importantes, as que não são tão importantes, as que não têm importância alguma e as que são pura e simplesmente de rotina, as fazemos ou as praticamos porque sempre fazemos e não paramos para analisar sobre a importância dessa atividade para a nossa vida. Será que se deixarmos de fazer isso nossa vida será prejudicada? Se a resposta a essa pergunta for negativa então é hora de deixar de fazer isso e passaremos a ter mais tempo razoável para fazer coisas mais importantes ou incorporamos esse tempo ao nosso descanso ou lazer.


Ao descuidarmos das coisas que fazemos nos leva ao stress, ao desânimo, ao cansaço e a outras patologias que nos devem prejudicar seja no presente ou no futuro. Nas grandes cidades, uma das formas que mais nos leva ao stress e a perda de tempo é o trânsito. Quando se está no trânsito, uma boa dica para deixar um pouco produtivo e menos estressante e ouvir uma ótima música que lhe deixará relaxado(a) o dia todo ou ouvir algo que lhe servirá para aumentar o seu conhecimento. O tempo é a definição da própria vida, a nossa vida é dividida por dia, mês, ano, etc., então, todo dia, toda hora é importante para que tenhamos uma vida muito boa e saudável. Isso dependo de nossas escolhas, devemos escolher as que são importantes e descartar as que devem ser descartadas para que ao final de nossa vida podermos dizer: eu vivi uma vida maravilhosa.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A criminalidade fragiliza a sociedade brasileira

A criminalidade é uma das preocupações mais presentes na nossa sociedade. As pessoas saem de casa já pensando na possibilidade de serem roubadas ou serem afetadas por qualquer outro tipo de crime. Muitas vezes quando uma pessoa desconhecida olha para nós pensamos já que é uma bandido querendo nos roubar. Isso é uma das conseqüências desse alto nível de insegurança em que o povo brasileiro está submetido. O que deve ser feito para diminuir essa insegurança?

Existem diversos trabalhos publicados na área de economia tratando de crimes com os mais diversos escopos. Um dos fatores que contribuem negativamente para o delito encontrado na maioria dos trabalhos é a educação enquanto um fator encontrado em todos os trabalhos que contribuem para o crime é a droga. Esses dois fatores comprovam a teoria econômica no que diz respeito às influências da criminalidade. As pessoas mais escolarizadas têm mais chances em outras atividades que lhes renderá mais rendimento (considerando a possibilidade de ser preso caso pratique algum ato criminoso) do que na prática do crime. Enquanto que os crimes praticados nas atividades relacionadas às drogas estão relacionados aos altos rendimentos obtidos por essa prática relacionada às drogas.

No Brasil, há uma certa deficiência de dados e informações a respeito da criminalidade relacionada, principalmente, com a falta de registro em parte de diversos crimes. Entretanto, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (órgão do governo federal) tem feito esforços no sentido de deixar os dados mais próximos da realidade. Abaixo, descrevo algumas das informações obtidas naquela secretaria com relação às ocorrências criminais ocorridas no Brasil nos anos de 2004 e 2005 e que foram registradas pelas polícias civis em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

Foram registrados pela polícia civil em 2004 e 2005, respectivamente, 330.806 e 320.265 delitos de trânsito. Esses crimes são compostos por homicídios culposos de pedestres e ocupantes de veículos. lesões de trânsitos de pedestres e ocupantes de veículos, etc. Cerca de 40% dessas ocorrências ocorreram no estado de São Paulo, é de se observar que esse estado tem cerca de 22% da população brasileira. Quanto á homicídios dolosos, foram registrados, respectivamente, 38.115 e 38.180 no Brasil nos anos de 2004 e 2005. Em São Paulo ocorreram 23% desses homicídios na média desses dois anos. Quanto à tentativa de homicídios, foram 34.598 em 2004 e 36.080 em 2005, sendo que 25% dessas ocorrências forma registradas no estado de São Paulo.

Outro tipos de crimes também ocorreram e continuam ocorrendo de forma vexatória em nosso país. Em 2004 ocorreram 14.153 estupros e em 2005 foram 14.557 ocorrências no Brasil, sendo que em torno de 28% desses crimes ocorreram em São Paulo. O crime de atentado violento ao pudor foram registrados 9.443 em 2004 e 10.355 em 2005 no Brasil. O estado de São Paulo não informou os dados a respeito desse tipo de crime, fazendo com que os dois últimos números acima não representem a quantidade de ocorrência desse tipo de crime ocorrido no Brasil como um todo. Foram registrados 873.700 roubos (apoderar-se de coisas alheias mediante grave ameaças) em 2004 e 903.298 em 2005 no Brasil. Destes, cerca de 35% ocorreram no estado de São Paulo. A ocorrência de furtos (apoderar-se de coisas alheias) no Brasil nos anos de 2004 e 2005 foram respectivamente, 2.050.070 e 2.022.896. Destes, cerca de 32% ocorreram no estado de São Paulo. Quanto à lesão corporal, foram registradas 658.485 em 2004 e 696.774 em 2005, sendo que no estado de São Paulo ocorreram em torno de 30% desse total.

Por trás desses números existem pessoas e famílias, sofrendo a perda de entes queridos ou pessoas que vivem a amargura da humilhação pelos mais diversos tipos de ações de marginais, perdas de bens que lhes custou caro para adquiri-los e muitos outros tipos de modalidade de crime que paralisa a sociedade. O nossos governantes em todas as esferas devem colocar como prioridade o combate sem piedade de todos os tipos de crimes. É inconcebível que uma parte de nossa juventude esteja sendo consumida pela ação do crime em suas mais diversas formas. É premente que ações governamentais seja tomadas de forma forte e impiedosa para diminuir drasticamente os homicídios, estupros, seqüestros, roubos e furtos. Também já está passando da hora de se aplicar efetivamente o que consta no Código de Trânsito Nacional. Tem que haver fiscalização e multas severas para todos tipos de infrações nas nossas estradas e cidades brasileiras. Somente assim teremos uma redução no números de acidentes e mortes no trânsito. Esperamos que tudo isso seja praticado para que muito menos pessoas sofram ou por perdas de entes queridos ou por sofrimento delas próprias.

domingo, 18 de janeiro de 2009

A Internet deverá continuar crescendo e agregando quantidade e qualidade

A Internet é uma das invenções mais extraordinária da humanidade e que democratiza as informações, os meios de comunicação e a mídia em geral, não resta dúvida. Mas, será que esse meio de comunicação é sustentável a médio e longo prazos? Será que a estrutura instalada é suficiente para suportar o grande crescimento que ocorre e continuará ocorrendo? Será que ocorrerá um colapso da Internet? A Internet no Brasil será afetada?


Atualmente, praticamente todas as empresas têm alguma forma de participação na utilização da Internet como meio no dia-a-dia de suas atividades além de uma participação crescente dos indivíduos em suas residências. Empresas de comunicação como televisão, rádio e jornal têm os seus portais que se transformam no braço da web em suas formas tradicionais. Com o crescimento em todo o mundo e, principalmente, nos países em desenvolvimento, vários especialistas já prevêem o colapso da Internet em médio prazo se não houverem investimentos pesados em infra-estrutura das empresas de telecomunicação. Caso não haja uma ampliação razoável na capacidade teremos sérios problemas de acesso a esse meio de comunicação tão maravilhoso. A preocupação se terna mais evidente e real em momento de crise como a que estamos vivendo porque nesse momento as empresas naturalmente relutam em investir valores razoáveis ao mesmo tempo em que não há sinais de que a demanda pelos serviços da Internet irá diminuir.


Uma das formas de suprir essa necessidade é trabalhar com margens de segurança menores. Atualmente, a maioria das operadoras trabalha com uma margem de segurança de 30% para ser utilizada em eventual momento de pico. Já se pensa na hipótese de se diminuir essa margem para 20 ou 15% de sua capacidade instalada do setor. Apesar de uma forma de utilização que ocupa muito espaço que são os vídeos e filmes ter crescido de forma bastante razoável, ainda há espaço no sistema como um todo que suporta uma taxa de crescimento razoável.


No Brasil, segundo alguns institutos de pesquisa, existem cerca de 65 milhões de usuários de Internet, e cerca de 30 milhões a usam regularmente a partir de suas próprias residências. O que é mais interessante é que a quantidade de usuários brasileiros só vem crescendo a cada ano e de forma bastante significativa, mais do que nos países mais desenvolvidos. Segundo essas pesquisas, cerca de 44% das pessoas que moram nas áreas urbanas e 97% das empresas brasileiras estão conectadas com a Internet. As taxas de crescimento apontam para cerca de 65% ao ano, é uma taxa que nos faz vislumbrar uma potencialidade extraordinária para todos os tipos de serviços existentes na Internet no Brasil. Atualmente, a Internet é o terceiro meio de comunicação, perdendo apenas para a televisão e o rádio. Entretanto, um fator que ainda está emperrando a Internet é a fatia da publicidade destinada á ela. Apenas cerca de 3,5% da verba publicitária é destinada à Internet enquanto que países como a Inglaterra a Internet tornou-se o maior meio de comunicação em termos publicitário, com cerca de 19% do total, desbancando a televisão.


A democracia é estabelecida de forma tão explícita e abundante por meio da forma de comunicação possibilitada pela Internet. A forma de interatividade, o que ocorre muito pouco nos outros meios de comunicação, é o que dá essa pujança nas taxas de crescimento número de acesso e usuários na internet. Certamente, as grandes corporações têm em seus parques tecnológicos núcleos de pesquisas que estão descobrindo novas tecnologias e meios de aumentar a capacidade de armazenagem e trafego de informações e dados que mesmo com o nível crescente de usuários não será capaz de gerar um colapso no sistema. Pode até ter problemas pontuais, mas problemas sistêmicos são bastante improváveis que venham ocorrer. Quanto à Internet no Brasil, a tendência é que continue o nível de crescimento verificado nos últimos anos, principalmente com a incorporação e popularização de novas formas de acesso. Com isso, deverá crescer o percentual da verba publicitária o que por sua vez tenderá aumentar o nível e a qualidade dos sites e blogs existentes o que aumentará ainda mais os acessos e assim por diante. A tendência é que a Internet no Brasil passe a ser o segundo meio de comunicação em pouco tempo, desbancado o rádio e o jornal. Então, devemos já comerçar a produzir coisas boas e descentes.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

CRIAÇÃO DE MAIS ESTADOS NO BRASIL: ESSA IDÉIA DEVERIA SER REPENSADA

As pessoas, a sociedade, as regiões, as cidades, os países e os estados vivem em constantes mutações. Disto, leva á necessidade de criação, divisão, junção ou outras formas de mudanças de municípios, estados e países. No caso específico brasileiro, já ocorreram a criação de diversos municípios e alguns estados no decorrer dos últimos cem anos. Atualmente, existem projetos de criação de diversos estados no território brasileiro. Entretanto, com a criação de mais um ente da federação cria-se um gasto que dependo do porte do novo ente pode ser extremamente alto. Qual o custo da criação desses estados para o setor público brasileiro?


Para iniciar a análise é conveniente verificar o gasto realizado por cada estado em relação ao seu respectivo PIB (Produto Interno Bruto): AC (37,27%), AM (15,76%), AP (30,69%), PA (14,54%), RO (19,49%), RR (32,62%), TO (27,59%), AL (22,08%), BA (15,78%), CE (18,30%), MA (14,93%), PB (21,50%), PE (18,70%), PI (23,28%), RN (21,30%), SE (21,50%), ES (14,57%), MG (13,13%), RJ (12,23%), SP (10,45%), PR (10,70%), RS (12,18%), SC (10,50%), DF (8,51%), GO (15,33%), MS (19,17%), MT (14,35%). Esses números que são do ano de 2005, mostram claramente que os estados das regiões Sul e Sudeste têm um custo muito menor em termos de riqueza gerada em seu território do que os estados das outras três regiões. Esses estados mais ricos além de terem condições de investirem mais podem cobrar menos impostos em relação à produção, como por exemplo o ICMS que nos estados do Sul e do Sudeste é bem menor do que nos outros estados.


Desde 1998 passaram pelo Congresso Nacional 16 projetos de lei visando a criação de estados nas mais diversas regiões brasileiras. Desses, 14 foram arquivados e dois continuam em tramitação. Os arquivados visavam a criação dos seguintes estados: Juruá, Madeira, Rio Negro, Solimões e Uirapuru todos no estado do Amazonas; Minas do Norte em Minas Gerais, Araguaia, Aripuanã e Mato Grosso do Norte todos no estado do Mato Grosso; Carajás, Tapajós e Xingu no estado do Pará e São Paulo do Leste e São Paulo do Sul no estado de São Paulo. Os que ainda estão em tramitação são os estados do Rio São Francisco na Bahia e o estado do Triângulo no estado de Minas Gerais. Para esses dois últimos foi estimado um gasto de, respectivamente, 29,12% e 13,21% em relação ao PIB de cada um. Entretanto, dos 14 projetos arquivados, em 7 os gastos estimados ultrapassavam 100% do PIB, totalmente inviável do ponto de vista econômico.


Como ainda estão em tramitação, os que são de interesse são os estado do São Francisco e do Triângulo. O estado do São Francisco corresponderia a 30% do território do estado da Bahia, com um PIB correspondente a 6% do estado e uma população também correspondente a 6% da população da Bahia. Essa divisão aumentaria os gastos públicos em 5,78% em ralação da existência de um único estado. O estado do Triângulo corresponderia a 11% da população, 16,5% do PIB e a 15% da área do estado de Minas Gerais. A divisão do Estado de Minas Gerais elevaria os gastos públicos em 3,44% em comparação com os gastos do estado sem a divisão.


A criação de estados, com visto acima, aumenta os gastos públicos e nem sempre vem acompanhado de eficiência nas atividades dos agentes públicos em prol da população. Em cada estado são criados diversos cargos tanto no executivo como no legislativo e no judiciário que, certamente, os ganhos para a sociedade são muito inferiores ao aumento dos custos provocado pela contratação ou eleição desses agentes públicos. Com a agilidade, eficiência e facilidade da informática e outros meios telemáticos, os estados poderiam ser muito mais eficientes se as suas repartições e seus cidadãos fossem providos com esses meios tecnológicos. A eficiência seria muito maior e os custos muito menores do que a criação de novos estados.

domingo, 11 de janeiro de 2009

A OBTENÇÃO DA FELICIDADE É MUITO DIFÍCIL?

A felicidade é o que todos nós desejamos aos nossos amigos e a nós mesmos, mas o que vem a ser felicidade? Como obtemos felicidade? É fácil obtermos felicidade? Certamente, não é nada fácil responder a essas e outras perguntas, mas essa situação enigmática que está relacionada ao encontro da felicidade é bastante intrigante e interessante.

Na vida sempre buscamos encontrar a felicidade, sermos feliz, para isso deveria ser muito mais equilibrada entre a construção e a realização de caminhos que levem a esse objetivo. Nos últimos tempos muitos pesquisadores têm direcionado as suas pesquisas na tentativa de descobrir o que leva as pessoas a serem felizes. A busca da felicidade no leva a praticar diversas ações tais como: estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar coisas, acumular riqueza, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois protegê-los e uma infinidade de outras coisas.

De acordo como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, a felicidade é a soma de três coisas diferentes: prazer, engajamento e significado. Segundo ele, o prazer está relacionado na com a sensação que as pessoas costumas sentir no corpo quando estão dançando uma boa música, escuta uma piada engraçada, tem um bom papo com um bom amigo, fazem sexo ou comem algo muito prazeroso, entre outras coisas boas. Geralmente quando alguém estar tendo prazer esta pessoa tem em seu rosto um sorriso fácil e os seus olhos ficam bastante brilhantes. Já o engajamento é caracterizado pela ênfase no envolvimento que a pessoa tem com relação á sua vida, é uma pessoa que tem uma participação muito ativa na vida. O significado é nada mais do que a sensação de que nossa vida faz parte de algo que tem um significado maior. Segundo esse cientista, a busca da felicidade deve ser feita considerando esses três aspectos, não adianta se focar em apenas um, como por exemplo, o prazer sem se atentar para os outros dois.

Pesquisadores também fizeram pesquisas com pessoas casadas e também com solteiras para medir o grau de felicidade delas. Nessas pesquisas constatou-se que os solteiros ao casarem aumentavam o seu nível de felicidade em cerca de 15%, entretanto, entre dois e três anos o nível de felicidade voltava ao que era antes, ou seja, o nível de felicidade da mesma pessoa era igual seja casada ou solteira, era diferente apenas no período de recém casado. Outro tipo de pessoas que tem o seu nível de felicidade apenas temporariamente alterado são as pessoas que ganha na loteria. Para essas pessoas, a felicidade é muito alta apenas momentos imediatamente posteriores a notícia, depois vai diminuindo até chegar ao que era antes em alguns meses.

Alguns cientistas afirmam que uma das formas de encontrar a felicidade é tentar buscar realizar atividades em que seja possível usar todo talento. Entretanto, tem que ser um desafio não muito fácil o que o tornaria sem graça, nem muito difícil o que o levaria à frustração. Procurar experiências desse tipo é recompensador e traz níveis bem altos de felicidade. Outra forma de encontrar a felicidade é ser altruísta. Segundo cientistas, ao praticar o bem aos outros traz uma sensação de alegria e prazer. Ações como criar filhos, ensinar algo a alguma pessoa querida também são fontes de felicidade. Uma possibilidade é ter em mente que o que se faz, seja profissionalmente ou pessoalmente, tem importância seja para a história, a ciência, a justiça social, a democracia, a liberdade, o progresso, ou outras coisas que sejam importantes para a sociedade. Outro fator muito importante é ter amigos contam porque trazem prazer, engajamento e significado para nossas vidas.

Feliz é o estado que devemos sempre almejá-lo. Mas, sabemos que existem muitas barreiras que sempre nos tentam impedir chegar até ele. Muitas vezes quando está bom em uma situação está péssimo em outra. Quando está uma maravilha no trabalho, está péssima em casa ou vice-versa. Mas, na maioria das vezes ocorre de está ruim simultaneamente. Uma das nossas grandes frustrações é com relação ao trabalho, muitas vezes pensamos: como é que eu tenho tanto estudo, me esforço tanto, produz tanto para a empresa e não consigo promoção enquanto que outras pessoas que não têm tanta capacidade que eu tenho nem têm a produtividade que eu tenho foram promovidas. Isso, infelizmente ocorre com muito mais freqüência do que se imagina. Numa situação dessas, o que se deve fazer é verificar as suas capacidades, ver o que mais lhe agrada, o que lhe dar mais prazer. Se o que está fazendo é lhe agrada, então persista, busque se aperfeiçoar ainda mais, tente ajudar as pessoas na empresa, mesmo que isso não seja a sua obrigação. Um dia chegará a sua vez e talvez a parir de então ninguém mais lhe “segure”, você poderá ultrapassar aqueles que haviam deixado você para trás. Se você não gostar, então é melhor buscar outro que lhe traga prazer. Devemos ter sempre um trabalho que seja prazeroso, uma família que lhe faça se sentir útil, respeitado e prestigiado e amigos verdadeiros que estejam sempre ao seu lado em momentos que você precisar deles.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A CRISE FINANCEIRA ABALA OS VALORES DAS EMPRESAS

Como é sabido, a crise que se instalou em praticamente todo o mundo desenvolvido tragou impiedosamente os ganhos obtidos nas bolsas de valores nos últimos anos. Certamente, muitas pessoas que entraram no mercado ou compraram ações já na alta perderam muito dinheiro próprio além dos valores contabilizados como rendimento em período anterior. Ao mesmo tempo que muitas pessoas perderam, também muitas empresas amargaram desvalorizações consideráveis em seus valores de mercado, que é o valor de cada ação da empresa multiplicado pela quantidade de ações em que a empresa é dividida.

No final de dezembro de 2008 a empresa de consultoria Economática fez um levantamento das empresas listadas nas bolsas da América Latina e dos Estados Unidos e constatou que houveram diminuições muito fortes nos valores das ações dessas empresas. Apesar que esses números foram amplamente divulgadas pela mídia especializada, eu irei mencioná-los para ficar clara a magnitude dessa crise para o mercado financeiro e indiretamente para muitas empresas.

Das 323 empresas brasileiras com ações negociadas na bolsa e que tinham juntas um valor total de mercado ao final de 2007 de R$ 2,1 trilhões, ao final de 2008 estavam valendo no mercado R$ 1,225 trilhão, uma diminuição de R$ 872 bilhões. Os setores mais afetados foram o de construção (queda de 72,4%), papel e celulose (queda de 68,3%) e veículos e autopeças (queda de 59,6%). As menos afetadas foram as dos setores de telecomunicações (queda de 14,6%) e de energia elétrica (queda de 22,6%). A maior empresa do Brasil e de maior valor de mercado, a Petrobrás, perdeu no ano de 2008 48,7% de seu valor que em valor são R$ 209,3 bilhões, antes tinha um valor de R$ 430 bilhões e agora está valendo R$ 220,6 bilhões. A segunda maior empresa brasileira, a Vale, também amargou perda semelhante. Esta empresa perdeu 49,6% que em valores representam R$ 134,05 bilhões, ao final de 2007 ela valia no mercado R$ 270,44 bilhões e ao final de 2008 estava valendo R$ 136,39 bilhões. Muitas outras tiveram perdas em termos percentuais muito maiores, embora com o valor nominal menor.

Em outro levantamento feito por essa mesma consultoria em 24 de outubro de 2008 mostrava perdas maiores embora o universo de empresas analisas era maior, 330 empresas. Até aquela data, essas 330 empresas haviam perdido R$ 1,044 trilhão, uma perda de 49,7%. Em termos percentuais, as maiores perdas até aquela data eram o setor de construção, com queda de 72,3% e setor de papel e celulose, com perda de 67,7%.

Por outro lado, algumas empresas apresentaram valorização no período. O banco Nossa Caixa teve uma valorização de 188%, a Brasil Telecom (33,2%), a Ultrapar (33%), a empresa de transmissão de energia de São Paulo (15,3%), a Natura (12,8%), a Eletrobrás (8,2%) e a JBS (4,6%) também tiveram valorização no mercado mesmo com a crise que se abateu no mercado financeiro e, principalmente, no mercado acionário.

Embora essa diminuição não afete imediatamente a produção dessas empresas nem o valor de seus ativos, patrimônio, etc., no médio prazo, caso essas diminuições não sejam revertidas, essas empresas sentirão os efeitos quando do lançamento de novas ações no mercado porque receberão menos em troca do seu patrimônio afetando diretamente nos seus planos de investimento. Imediatamente pode ser sentido pelos investidores que viram o seu patrimônio diminuir de forma acentuada no período de um ano. O mercado acionário é de fato muito arriscado e para investir nele é preciso que se diversifique as aplicações, deixando para esse mercado uma fração dos recursos com tempo de maturação bastante razoável porque no curto prazo sempre existem oscilações embora poucas vezes tão fortes como as verificadas no último ano. É muito provável que nos próximos anos ocorra uma recuperação, não igual ao nível de antes da crise, mas provavelmente próximo do que era antes.

domingo, 4 de janeiro de 2009

ESQUERDA E DIREITA, QUAL VOCÊ PERTENCE?

Muito se tem debatido sobre o que é a esquerda e o que é a direita. Desde a queda do Muro de Berlin esse debate tem se acirrado notadamente relacionados a questões tais como desigualdades sociais, direito da mulher, direitos civis, papel do Estado na economia, entre outros temas. Neste contexto, o que vem a ser de direita e o que vem a ser de esquerda? Como é que age um indivíduo considerado de esquerda em determinada situação? E o de direita?


Primeiramente, deve-se fazer uma divisão na qual são realçadas as diferenças de interpretação de desenvolvimento econômico contidas nessas duas correntes. Para os de esquerda, o subdesenvolvimento vivido por nosso país é fruto do histórico da especialização do trabalho proporcionado pelo cultivo de monocultura. Já para o de direita, entende que o subdesenvolvimento é fruto das suas próprias políticas que levaram o país para o subdesenvolvimento. Desta forma, as pessoas de esquerda enfatizam que as mazelas do país é conseqüência da globalização e do imperialismo imposto por algumas nações mais poderosas. Por outro lado, as de direita atentam para as causas internas dando ênfase à educação, entre outras políticas, para realçar o crescimento econômico. Atualmente, duas divisões claras dessas posições são os fóruns internacionais de Porto Alegre e de Davos, enquanto o primeiro tem uma conotação nitidamente de esquerda, o último tem visões mais apropriadas da direita.


É sabido que os diversos países do Leste da Ásia experimentaram um forte crescimento no decorrer dos últimos 20 anos sendo, inclusive, apelidados de “tigres asiáticos” dada a sua pujança no crescimento. Para os de esquerda, esse desenvolvimento foi possível graças à política de intervenção estatal e na interferência no sistema financeiro e no comércio exterior. Isso teria levado cada um desses países a ganharem espaço na economia mundial, criando, conseqüentemente, autonomia econômica. Para os de direita, esse crescimento acelerado é perfeitamente explicado pelos elevados níveis de poupança e investimentos existentes nesses países aliadas às altas taxas de investimento em educação de alta qualidade.


Para a esquerda, a situação de um indivíduo depende muito pouco de suas decisões, enquanto que para um de direita uma pessoa tem um razoável espaço de autonomia e condições de garantir e definir o seu futuro. Para um indivíduo de esquerda é melhor que haja uma menor taxa de crescimento econômico para que se tenha uma melhor distribuição de renda ao passo que para o de direita prefere uma melhor eficiência econômica mesmo que essa ação proporcione uma menor distribuição de renda.


Aqui no Brasil de agora, dados os últimos governos considerados Social-Democratas, mas com certas conotações que transparecem visões de esquerda e de direita (veja a política econômica implantada desde o primeiro governo Fernando Henrique que continua até agora no segundo governo LULA), por outro lado tem-se políticas sociais que parecem muito com as aspirações de esquerda, parece que ser de esquerda e de direita não está muito claro nem bem definido. O que parece bastante claro é que as políticas implantadas nos regime militar eram claramente de direita, embora não aplicando plenamente as recomendações desta visto que o investimento em educação foi relegado a segundo ou terceiro planos. Nos anos de crise (de 1980 e até 1993) não houve como se caracterizar nem como de direita nem de esquerda, teve-se governos que tinham como objetivo combater a inflação. É preciso enfatizar que implantar somente o que está descrito nos preceitos de esquerda ou de direita não é suficiente para se ter uma nação desenvolvida, com uma população rica e com alto bem-estar.


O mercado sozinho não é suficiente para levar uma não para ao topo do desenvolvimento social (veja o que está ocorrendo agora), a presença do Estado é fundamental. Do mesmo modo, a educação é muito importante (coisa que não é enfatizado pelos de esquerda) para o desenvolvimento da economia e de uma nação, embora não seja suficiente. Investir somente em educação não levará uma nação para o desenvolvimento, poderá criar um exército de doutores desempregados, é preciso também que sejam feitos os mais diversos tipos de esforços, com estrutura do sistema financeiro, infra-estrutura, etc. Os de esquerda têm um pouco de razão quando mencionam fatores históricos para o desenvolvimento (o que é radicalmente contestado pelos de direita). Um exemplo para aceitar essa hipótese é com relação aos negros. Em todas as pesquisas os negros estão sempre em desvantagem com relação ao resto da sociedade, isso é claramente uma conseqüência da sua inserção no mercado de trabalho muito depois dos outros, eles iniciaram a corrida com muita desvantagem. Portanto, é necessário que hajam políticas que levem ao melhor para a população, independentemente que sejam de direita ou de esquerda mas que acabem com as distorções existentes em nossa sociedade.