A internet é uma realidade em muitos lugares do Brasil, desde os grandes centros urbanos até as menores cidades nas mais diferentes regiões do Brasil. Em todos os lugares, as pessoas estão conectadas à internet, tendo acesso aos mais variados assuntos. Por meio da internet, uma pessoa que esteja na cidade mais longínqua pode ter acesso a textos e trabalhos das mais importantes e badaladas universidades e centros de pesquisas do Brasil e do mundo. Isso democratiza o acesso á informação e à formação na medida em que muitas pessoas dificilmente teriam condições de acessar os textos e dados de conceituadas instituições se não fosse por meio da internet. Entretanto, muitas pessoas ainda não estão conectadas à rede mundial de computadores e muitas estão por meio extremamente lento e caro. O que fazer para expandir o acesso de internet a muito mais pessoas? O que fazer para deixar o sistema muito mais eficiente? Será possível a universalização do uso da internet no Brasil?
A internet é também, sem dúvida, uma forma de inclusão social, onde as pessoas passam a se comunicar em pé de igualdade com qualquer pessoa de nível social diferente, seja ela rica ou pobre. Além, é claro, do fato de poder aprender muitas coisas importantes que podem ser determinantes para o seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional. Mas, infelizmente, dos 190 milhões de brasileiros, apenas 10,1 milhões acessam a internet por meio de banda larga a um preço bastante alto se comparado com os preços praticados em países desenvolvidos. Em um estudo do IPEA, estimou-se que o preço médio mensal que se paga no Brasil pelo uso da internet por banda larga é de R$ 162,00 enquanto que o preço médio mensal nos países ricos é R$ 36,00. Sendo que no Brasil, dois terços dos acessos por banda larga são realizado por velocidade inferior a 1 Mbts, enquanto que nos países mais ricos ocorre o contrário.
Um dos fatores mais importante para aumentar o acesso das pessoas à internet de alta velocidade é baixar o preço do serviço. Mas para abaixar o preço é necessário que aumente a quantidade de usuários. Entretanto, existem outros fatores que por si só podem levar à diminuição de preços: investimento em infra-estrutura de telecomunicação tanto do setor privado quanto do setor público. Existem projetos e também já há ações concretas que levam internet por meio de banda larga para muitas cidades ou gratuitamente ou a um preço muito baixo em relação ao praticado pelo mercado. Isso só pode ser disseminado por todo o país se houver uma união de forças entre os entes da federação, as prefeituras, os governos de estado e o governo federal junto com o setor privado, notadamente as empresas da área de telecomunicação.
As possibilidades que a internet proporciona para as pessoas são infinitas. Caso possamos ter um percentual alto de acesso á internet no Brasil, com a alteração e aperfeiçoamento da tecnologia, muitas coisas que a imensa maioria das pessoas fazem somente se se deslocarem, muitas vezes a longa distância, poderão fazer em casa em seu computador. Não resta dúvida que caso o preço do uso da internet seja reduzido sensivelmente e a qualidade aumentada, a quantidade de pessoas utilizando essa ferramenta será aumentada significativamente, em proporção muito maior do que a queda do preço. Teremos pelos menos 120 milhões de pessoas usando rotineiramente internet no Brasil se houver a banda larga a um preço muito baixo e de graça nos lugares mais afastados e pobres. Certamente, os custos seriam mais do que compensados pelos benefícios advindos do uso quase que universal da internet em velocidade mais rápida. É hora das autoridades do nosso país iniciarem um programa sistemático, sério, forte e eficiente objetivando a universalização da banda larga no Brasil. Se isso se concretizar, teremos milhões de beneficiários e os custos serão revertidos para a economia e para o próprio governo. Ou seja, todos sairão ganhando: a sociedade, o governo e as empresas.










