quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Bolsa Família e a fraqueza dos agentes públicos de realizar políticas públicas sérias, eficientes e éticas

O boato do fim do Bolsa Família levou milhares de pessoas às agências da Caixa. Boatos nunca nos faltaram. Mas o Brasil vive um momento histórico onde governos, empreiteiros e mídias vivem a difundir boatos oficiais, dentre os quais o do crescimento econômico, o da distribuição de renda e o de que todos ganharão com a Copa e as Olimpíadas.

Boatos são como incêndio em matagal e se alastram em condições ideais. O alastramento do boato do fim do Bolsa Família é sinal de desconfiança na atual conjuntura. Em cenário no qual aproveitadores sangram o BNDES, por meio de empréstimos a fundo perdido a título de investimentos públicos, o povo do Estado do Rio de Janeiro em nada se beneficia da parceria articulada entre a Presidência da República, governo estadual e prefeituras. Daí não se alastram os boatos oficiais, ante falta de expectativa de que se confirmem.

O Bolsa Família é um importante programa de assistência social, não caracteriza clientelismo e não tem finalidade eleitoreira. Mas não é programa de redistribuição de renda, pois não rompe com o ciclo de miséria e dependência dos beneficiários, e apesar dele persistem as inquietantes desigualdades sociais. As deficiências em áreas como saúde, educação, saneamento básico, transporte e habitação são profundas, mas os recursos são gastos com empreiteiros e cartolas. A política de remoção de habitações para grandes obras é desumana, pois retira as moradias dos pobres e lhes rouba as referências pessoais, culturais e seus vínculos afetivos.

Os assistentes sociais estão comemorando 20 anos do seu código de ética, e no Rio o seu Conselho Regional se manifestou no sentido de que contribuir para as remoções arbitrárias contraria a ética profissional da categoria. Enquanto isso, os órgãos que deveriam executar políticas de habitação se contentam em promover despejos, difundir boatos do que não fazem e promover o ganho de empreiteiros que recebem por obras não concluídas.

Por João Batista Damasceno, Doutor em Ciência Política pela UFF e juiz de Direito. Membro da Associação Juízes para a Democracia.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Algumas poucas cidades brasileiras dominam o mercado de transporte aéreo no Brasil

O IBGE publicou um trabalho que mostra o perfil do transporte aéreo brasileiro, notadamente quanto aos passageiros. Abaixo, apresento alguns trechos do comunicado do instituto, ao final deste texto disponibilizo um link que irá direcionar ao trabalho completo.

Única “grande metrópole nacional”, com a maior população e o maior PIB do país, a cidade movimentou, em 2010, um total de 26.848.944 passageiros e 201.132.886 kg de carga, na liderança do ranking. O Rio de Janeiro, por sua vez, vem perdendo importância relativa na rede de tráfego aéreo, embora se mantenha em segundo lugar no transporte de passageiros (14.467.527 passageiros, em 2010), com posição menos significativa no transporte de carga (37.296.620 kg, quinto lugar entre as 19 cidades com maiores movimentações).

O trabalho utiliza uma dupla base de dados: pares de ligações “origem-destino” do transporte aéreo regular entre as cidades brasileiras (com base em informações da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil) e dados sobre custo e tempo das viagens a partir do Global Distribution System (GDS).

O estudo mostra que, dos 5.565 municípios instalados em 2010, 135 (2,4%) possuíam um aeroporto com voos regulares, segundo a ANAC. Foram analisados 877 pares de ligações, perfazendo um total de 71.750.986 passageiros transportados e 434 mil toneladas de carga.

Do total das conexões aéreas verificadas no país para o ano de 2010, praticamente 50% do tráfego de passageiros se concentrava em somente 24 pares. A ligação de São Paulo com as seis outras metrópoles mais populosas do país (Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e Curitiba) era responsável por mais de 25% do total de passageiros transportados, observando-se a maior movimentação entre São Paulo e Rio: 5.680.873 passageiros.

Considera-se que o mero fato de uma cidade ser servida por um aeroporto com voo regular já é uma manifestação de sua centralidade. Assim, cada um dos 135 aeroportos existentes nos 5.565 municípios brasileiros (dados de 2010, da ANAC) conta com uma considerável área de influência, atraindo os usuários dispersos em seu entorno.

São Paulo é o grande centro polarizador do transporte de passageiros, subordinando praticamente o total das cidades que possuem aeroporto, quer direta ou indiretamente.

Nos fluxos secundários de passageiros (o segundo maior fluxo da cidade “A” para a cidade “B”) é possível perceber que São Paulo passa a compartilhar o número de ligações com outros centros, sendo notável o aumento de importância do Rio de Janeiro. Chama atenção também o papel de Belém, que passa a capturar o tráfego proveniente da atividade mineradora do sudeste paraense. Brasília continua a manter uma importância relativa, sendo o destino secundário de São Paulo e outras cidades das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste.

Para saber mais, acesse o link do estudo do IBGE, clicando aqui.

Os acidentes no trânsito do Brasil estão transformando nossas vias em zonas de guerra

A queda de um ônibus em um viaduto no Rio, com muitos mortos e feridos graves, reflete nossas deficiências em segurança viária. O relato da mídia indica série de falhas, mas as fotos revelam inquestionável deficiência no ambiente viário: um viaduto inadequado ao trânsito.


Nada justifica o conflito entre motorista e passageiro. Mas tendo ocorrido, usuários não poderiam ser condenados à morte. O ônibus não teria caído se existisse barreira apropriada. E, possivelmente, haveria menos vítimas.


Foram as investigações detalhadas das causas de colisões que possibilitaram avanços na engenharia de segurança viária. Em países desenvolvidos, vias passam por auditorias em seus vários estágios, da concepção ao projeto e à operação.


Acidentes são eventos indesejáveis que resultam de falhas operacionais em ambientes bem projetados e controlados. Colisões são previsíveis em um ambiente viário onde circulam milhões de pessoas por dia. No trânsito não temos acidentes, temos colisões.


Em números absolutos, os mais de 40 mil mortos anuais colocam o Brasil na incômoda posição de um dos países que mais matam no trânsito. Em números relativos, nosso indicador de mortos por quilômetro-pessoa transportada é sete vezes superior ao americano e 12 vezes maior que o sueco.


A prática da segurança viária reside sobre três pilares: educação, engenharia e fiscalização. No Brasil perdemos décadas investindo quase que unicamente em educação para o trânsito, na esperança que gerações futuras venham a se comportar melhor. Com o advento da década da segurança viária, iniciamos agora a fiscalização, particularmente do excesso de velocidade e da alcoolemia. Mas, no que diz respeito à engenharia, ainda são raros os casos de ambientes viários concebidos e operados para evitar colisões e mortes.


Por Luis Antonio Lindau, Diretor-presidente da EMBARQ Brasil.

Veja qual é o comportamento dos brasileiros ao realizarem as suas compras pela internet

A consultoria US Media Consulting publicou uma importante compilação de dados de pesquisa que permitem traçar um retrato bastante completo do consumidor brasileiro na internet. Confira a seguir alguns resultados.

Perfil do consumidor brasileiro na internet: quantos fazem compras por impulso? Fonte: Latin Link (2013). Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Da pesquisa conduzida pela IAB Brasil e ComScore chamada “Brasil Conectado 2”, conclui-se inevitavelmente que a melhor maneira de falar com o consumidor brasileiro na atualidade é a internet.

74% dos consumidores brasileiros pesquisam na internet os produtos que pretendem comprar.

70% dos brasileiros costumam visitar os sites que veem em anúncios.

66% visitam a loja que esteja sendo anunciada.

63% são induzidos por anúncios online a desejar adquirir produtos anunciados na internet.

69% afirmam que a internet é o meio mais fácil de fazer compras.

63% se sentem seguros em usar o cartão de crédito para fazer compras online.

58% preferem ver publicidade incorporada em vídeos online em vez de pagar para ver o conteúdo.

23% já fizeram compras usando seus smartphones e um número ainda maior já fez compras usando um tablet.

Já uma pesquisa da IPC Marketing revela diversos agregados sobre o consumo no Brasil.

O consumo do brasileiro crescerá 10% em 2013 em comparação com 2012, ultrapassando a marca dos 3 trilhões de reais.

A classe B tem o maior poder compra (48% do consumo nacional) somando gastos iguais a 1,3 trilhão de reais.

O consumo da classe C1, somando 518 bilhões de reais, praticamente empatará com o da classe A, que deve chegar a 539 bilhões de reais.

Os principais produtos e serviços em que o brasileiro gasta seu dinheiro são manutenção do lar (25%), saúde e higiene pessoal (9%), transporte (7,5%), material de construção (5%), vestuário e calçados (4,7%), viagens e lazer (3,5%), educação (2,5%), aparelhos eletrônicos (2,2%) e móveis e produtos para o lar (1,8%).

Estudo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços mostrou que as compras com cartões de crédito em 2012 somaram 26% do consumo doméstico, contra 16% em 2007.

O brasileiro é o segundo maior consumidor de produtos eletrônicos do mundo, segundo pesquisa da Accenture, com gasto anual médio de 1.080 dólares.

85% dos brasileiros fazem compras por impulso, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Os turistas brasileiros gastaram mais de 6 bilhões de dólares em viagens ao exterior no primeiro trimestre de 2013.

63% dos brasileiros recomendam produtos nas redes sociais, segundo pesquisa da Rakuten.

Consequências para as empresas brasileiras

A conclusão inevitável dos dados acima – e de todas as pesquisas sérias que você queira investigar – é que o brasileiro está disposto a usar a internet antes, durante e depois de gastar o seu dinheiro nos produtos de que necessita.

Nós pesquisamos na internet os produtos em oferta. Usamos a internet para comprar. Recomendamos os produtos que compramos para outros consumidores.

E ainda há quem tenha “medo” de investir em marketing na internet.

De fato, as empresas brasileiras deveriam ter um medo crescente de não investir em marketing na internet. A cada dia que passa, mais e mais consumidores brasileiros aderem com todo o entusiasmo à mídia internet, gastando cifras astronômicas nesta mídia. Quem investir de forma inteligente e estratégica nesta mídia, morderá a maior fatia e deixará os hesitantes comendo poeira.

Por Géssica Hellmann, designer e CEO de Géssica Hellmann & Cia - Consultoria em Marketing de Conteúdo.

Os fatores que podem determinar o sucesso de cada um de nós

Esse tema é muito comentado por diversos pensadores e escritores, sucesso é ter êxito em alguma coisa, é sinônimo de realização, vitórias e conquistas. Na realidade o sucesso está muito relacionado com as crenças e valores pessoais que cada um de nós traz dentro de si.

A verdade é que não existe receita pronta, fórmula mágica para atingir o sucesso. Para muitas pessoas, o sucesso nunca chegará, simplesmente pela falta de clareza no tema. Primeiramente, é necessário definirmos o que é sucesso? Qual é a nossa percepção sobre o tema? O que ele representa em nossas vidas?

O sucesso é pessoal e intransferível. O que para alguns é um grande sucesso, para outros não passa de algo trivial, simples e comum. Muitos acreditam que o sucesso é apenas ter posses e riquezas, em fim, não está errado pensar assim, pois cada um tem a sua percepção. Portanto, sucesso é algo tangível quando entendemos o seu verdadeiro valor.

Há quem acredite que para vencer na vida é necessário ter sorte, casar com alguém rico ou até mesmo participar de fraudes e atividades ilícitas. Que a vida é difícil mesmo, que vencer é coisa de filme, essas pessoas não acreditam que o sucesso decorre do trabalho, que o mesmo começa pela busca de conhecimento, muito estudo, foco, esforço e dedicação.

Em relação à sorte, segundo Letterman, “Sorte é quando a preparação encontra a oportunidade”. É estar no lugar certo, na hora certa, é necessário acima de tudo competência, ou seja, devemos estar preparados para a sorte.

Muitos querem pegar o elevador do sucesso para chegar mais rápido ao topo. Eu, particularmente, prefiro usar a escada, subir degrau por degrau sem atropelar as etapas. Nunca se esqueça de utilizar as escadas, evite atalhos na sua vida. Quando se trata de carreira profissional e negócios, não se iluda, não tenha pressa. Para atingir o tão sonhado sucesso você vai ter que suar muito, não existe facilidade, algumas coisas exigem tempo para acontecer, o sucesso demora e dá muito trabalho.

A paciência e persistência são virtudes indispensáveis para os empreendedores e profissionais de sucesso. Não seja ansioso, tudo acontece ao seu tempo, não tenha pressa para ganhar dinheiro, não tenha pressa para ser promovido. A pressa acaba com a serenidade, faz a pessoa tomar decisões equivocadas, atrapalha a razão.

A lei da semeadura diz que você colhe aquilo que plantar, primeiro trabalhe, não importa qual é a sua profissão, faça sempre o seu melhor, as realizações geram reconhecimento, o retorno financeiro nada mais é do que a consequência daquilo que você plantou.

O sucesso profissional alavanca o sucesso financeiro. Mas nunca se esqueça das outras áreas da sua vida, valorize o que realmente importa, valorize as pessoas a sua volta, compartilhe as pequenas e grandes conquistas com a sua equipe, amigos e família. A sua vida continua sendo a maior empresa do mundo, sucesso pessoal e reputação andam juntos.

Portanto, sem equilíbrio não existe sucesso verdadeiro. O sucesso dever ser equalizado em todas as áreas da sua vida. Encerro o presente artigo com o seguinte pensamento: “Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é consequência.” Autor: Albert Einstein.

Por Luís Roberto Viega, empreendedor, Professor Universitário e Consultor de TI.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Veja como o Brasil é muito importante para o mundo em muitas áreas da economia

A economia brasileira é respeitada por toda sua pujança e significado e importância para o mundo. Já foi o tempo em que o Brasil era tratado apenas como um país do terceiro mundo passando por imensas dificuldades e dependendo sistematicamente da ajuda de todos os tipos dos países, de órgãos e instituições do exterior. Atualmente, o nível de produção e consumo de vários produtos e serviços da sociedade brasileira faz frente aos maiores mercados do mundo.

O mercado de carro no Brasil é de R$ 203 bilhões, daqui a sete anos passará a ser de R$ 406 bilhões. Passando de quarto maior comprador de carro do mundo para o terceiro lugar. A comparação das vendas de carros em algumas cidades do Brasil com alguns países nos mostra claramente como o brasileiro gosta de carro.

A Grande São Paulo, com 20 milhões de habitante, compra 525 mil carros por ano enquanto a Argentina com uma população de 40 milhões compra seiscentos mil veículos por ano. O Rio de Janeiro com seis milhões de habitantes compra 157 mil automóveis por ano, a mesma quantidade do Chile, com uma população de 17 milhões de habitantes. Brasília, com 2,5 milhões de habitantes 118 mil veículos por ano enquanto a Venezuela com 28 milhões de habitantes compra somente 114 mil.

É o terceiro maior mercado de bebidas alcoólica do mundo, com vendas de R$ 158 bilhões anuais, com expectativa do dobrar esse valor até 2020, tornando-se o segundo maior consumidor do mundo.

O Brasil consume R$ 103 bilhões em vestuário por ano e R$ 78 bilhões em cuidados pessoais. O nosso país é o maior consumidor do mundo de perfumes e fragrâncias.

Somam-se a isso, o fato do país ter 54% da sua população pertencente à força de trabalho, 69% da população ter entre 15 e 64 anos e ter 58% da população pertencente à classe C.

Os números apresentados acima corroboram o que muitos analistas tem dito e escrito a respeito da importância do Brasil no presente e, principalmente, no futuro. Espera-se que os fatores que dificultam o nosso país crescer mais ainda sejam retirados de ação e em seus lugares passem a vigorar outros fatores que façam do nosso Brasil um país cada vez mais próspero e com a sua gente sempre experimentando a abundância e o progresso.

Existe um déficit habitacional no Brasil de 5,4 milhões moradias

Existe uma grande discussão a respeito do déficit habitacional no Brasil, com informações e opiniões das mais diferentes vertentes e com dados dos mais variados tamanhos. O IPEA acaba de publicar uma nota técnica na qual apresenta dados, análises e resultados obtidos pelo Censo de 2010 e pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) relativos à falta de moradia adequada para a população brasileira. As PENADs utilizadas foram as de 2007, 2008, 2009 e 2011. O trabalho do IPEIA é de autoria dos pesquisadores Bernardo Alves Furtado, Vicente Correia Lima Neto e Cleandro Krause.


A seguir apresento algumas conclusões do IPEA relativas aos dados das PNADs. Ao final deste texto, eu deixo o link do trabalho completo.


A base de dados utilizada foi a das PNADs, disponibilizadas em setembro de 2012 pelo IBGE. Os resultados indicam que houve melhora no indicador do déficit habitacional, estimado a partir das PNADs. Embora tenha sido observado no período entre 2007 e 2011 o aumento de quase 10% no número de domicílios, houve queda de 1,2 ponto percentual no déficit, de 10% para 8,8% do total de domicílios estimados do país. Em números absolutos o déficit habitacional representa cerca de 5,4 milhões de domicílios em 2011, contra 5,6 milhões em 2007.


A coabitação – que representava o componente mais relevante em 2007 – foi também a que mais caiu com redução de cerca de um ponto percentual, ou perto de 500 mil domicílios em quatro anos. Com isso, o ônus excessivo com aluguel – que ganha participação no período – se torna o componente preponderante presente em quase 3,5% do total dos domicílios, chegando a mais de 2,1 milhões de domicílios. O número de domicílios caracterizados como precários – rústicos ou improvisados – manteve-se de forma quase estável com pequeno declínio no período, bem como o adensamento excessivo em domicílios alugados.


A análise do déficit habitacional segundo o corte urbano2 x rural demonstra que a redução do déficit ocorre proporcionalmente com mais intensidade nas áreas rurais, com redução do déficit, no período, de mais de 125 mil domicílios. A melhora nas áreas urbanas foi menor, com redução de pouco menos de 60 mil domicílios.


De fato, a forte redução no quesito de coabitação – em cerca de 400 mil domicílios urbanos –, é compensada pelo aumento de quase mesma ordem para domicílios em situação na qual mais de 30% da renda é comprometida com pagamento de aluguel.


Os resultados da análise pelo corte regional demonstram que a região Centro-Oeste é a única a aumentar o déficit habitacional no período em termos relativos, com aumento de quase um ponto percentual do total de domicílios. A região Norte - vetor de forte crescimento demográfico na última década, assim como o Centro-Oeste – observa aumento no número absoluto de domicílios em situação caracterizada de déficit, alcançando quase 600 mil domicílios. O Nordeste apresenta a maior redução relativa dentre as regiões, embora ainda se mantenha com números expressivos.


A análise por faixas de renda indica que a porção de domicílios com déficit habitacional na faixa mais carente, de até três salários-mínimos de rendimento domiciliar3, manteve-se estável no período, tanto em termos absolutos quanto relativos ao número de domicílios na faixa. Note que a análise por faixas de renda tradicional deve observar o ganho real do salário mínimo no período.


As faixas intermediárias – nos domicílios com mais de três até dez salários mínimos – apresentaram, conjuntamente, acréscimo no número de domicílios de três pontos percentuais no período. Ainda assim, reduziram o déficit proporcional conjunto em mais de três pontos percentuais, representando em 2011, 20% do total.


Para saber mais, acesse o link no site do IPEA clicando aqui.